Esportes
Polícia apura caso de roubo de atletas
WELLINGTON SANTOS FERNANDA MEDEIROS Repórteres O segundo round do suposto roubo dos jogadores do Corinthians Alagoano, Fábio e Aragoney, que os dirigentes do clube da Via Expressa alegam ter sido retirados às escondidas da sede do clube, na madrugada de sexta-feira passada, e, em seguida, terem fugido, segundo o patrono do clube, João Feijó, por influência do empresário de futebol Rivaldo Ramos de Melo, ocorreu ontem, na Delegacia do 2º Distrito Policial, localizado no bairro de Jatiúca. O presidente do Corinthians, Eurico Beltrão, compareceu à delegacia para prestar depoimento por duas vezes, na tarde de ontem. A primeira foi às 15 horas e a outra, às 17 horas, para a audiência com a presença do empresário acusado, a fim de se tentar um acordo no imbróglio. O empresário Rivaldo Ramos, porém, não compareceu em nenhuma das duas oportunidades, apesar de ter confirmado que iria ao delegado responsável pelo caso, José de Oliveira Barbosa. Eurico Beltrão, entretanto, já tinha feito uma representação contra o empresário, na quarta-feira, por meio de um Boletim de Ocorrência (BO), na mesma distrital. O empresário chegou a comparecer ontem [quarta-feira], mas como só conseguimos localizá-lo no final do expediente, resolvemos marcar uma audiência, para tentar um acordo entre as partes, hoje [ontem], explicou o delegado Barbosa. Ele acrescentou que o acusado foi acompanhado de seu advogado, André Luiz Anet, que atua no Rio de Janeiro. Como Rivaldo Ramos não foi à audiência ontem, o delegado afirmou que ele será notificado. Quanto ao inquérito, ele revelou que tem o prazo de 30 dias para ser concluído. Hoje as testemunhas do Corinthians Alagoano começarão a ser ouvidas, segundo informou a autoridade policial. Em caso do não comparecimento por meio das notificações, o empresário Rivaldo Ramos, de acordo com o delegado, poderá ser processado. Estelionato O Corinthians acusa Rivaldo Ramos por crime de estelionato e aliciamento dos atletas, pois segundo o dirigente João Feijó, em entrevista à imprensa, no início desta semana, ele [Rivaldo] induziu os nossos jogadores a deixarem o clube. De acordo com o delegado Barbosa, pela Lei, a pena para esse tipo de crime é de um ano a cinco anos de prisão, isso se o acusado for primário. Ontem, a reportagem da Gazeta de Alagoas tentou ouvir fontes ligadas ao empresário Rivaldo Ramos, para poder localizá-lo e ouvir sua versão sobre o caso, mas os aparelhos celulares estavam desligados. Parceria O dirigente Eurico Beltrão falou à reportagem da Gazeta que existia um contrato de parceria entre Rivaldo Ramos e o clube alagoano, e que, em caso de alguma transação com o meia Aragoney, o empresário teria direito a um percentual de 25%. Ele quebrou esse contrato e nós queremos nossos direitos. É muito fácil o clube preparar um atleta e vir alguém e retirá-lo de nós, acusou Beltrão. Ele confirmou a informação de que na madrugada [sexta-feira] em que o empresário e os dois jogadores foram flagrados reunidos - inclusive, segundo o patrono do clube, João Feijó, tudo foi fotografado - em uma barraca situada na orla de Maceió, havia também, entre eles, um dirigente do futebol alagoano, cujo nome não foi revelado. A gente tem o nome dessa pessoa, mas preferimos manter em sigilo, neste momento, justificou. As primeiras informações sobre o paradeiro de Fábio e Aragoney, no início desta semana, davam conta que eles estariam em Salvador-BA e depois seriam levados para o futebol europeu. Outra informação colhida pela Gazeta foi de que os atletas já teriam viajado para a Europa, mais precisamente para a França. No entanto, ninguém do Corinthians sabe onde eles estão. A gente não sabe. Ninguém no clube sabe informar o paradeiro dos atletas, disse Eurico Beltrão, acrescentando que o clube não está brigando para ter os jogadores de volta, mas para receber as multas rescisórias que, segundo, ele, o clube tem direito, cujo valor chega a cerca de 3 milhões e 900 mil reais.