Esportes
Futebol: produto made in Alagoas
WELLINGTON SANTOS Repórter Nunca o futebol alagoano foi tão prodigioso em exportar seus jogadores como na atual conjuntura do futebol brasileiro nos contextos do Campeonato Brasileiro das Séries A e B. Em 2005, cerca de 20 atletas atuam na competição nacional pelas duas divisões. Uma publicação recente da revista Placar, especializada em esportes, aponta que os boleiros das terras alagoanas estão em alta no futebol cada vez mais globalizado do planeta. Isso sem falar que dessas bandas saíram técnicos renomados que começaram sua carreira aqui, como o técnico Péricles Chamusca, que iniciou no CSA e no Corinthians Alagoano; e o alagoano Roberval Davino, que recentemente livrou o América-SP da 2ª divisão e já teve passagens por outros grandes clubes. O torcedor pode lembrar, ainda, daqueles que já passaram por Alagoas em épocas mais remotas, só para citar dois: Luiz Felipe Scollari, pentacampeão pelo Brasil em 2002, que começou sua carreira no CSA, e outro gaúcho, Walmir Louruz, que consolidou sua carreira nacional, mas iniciou também no Azulão. Desconhecidos Voltando aos jogadores, o número de alagoanos espalhados somente nas séries A e B do Brasileiro surpreende também porque muitos não passaram pelas equipes alagoanas. Exemplo disso são os poucos conhecidos Clécio, zagueiro, que saiu de Maceió direto para o Sport-PE ao se destacar no celeiro de craques Agrimaq, clube que participa de competições amadoras. Outro ainda desconhecido do torcedor alagoano, mas que já brilha há algum tempo lá fora, é o meia Elton, de Palmeira dos Índios, que também saiu do Agrimaq direto para o júnior do Corinthians Paulista. Esse jogador foi, inclusive, elogiado pelo técnico Wanderley Luxemburgo, na época treinador do Timão. Exemplo como desses dois são seguidos pelo meia Marcelo, nascido em Maceió, e que hoje joga pelo Coritiba-PR; o zagueiro Carlos Henrique, que defende o Avaí-SC, ou Valdeir, também nascido em Maceió, meia, que está no Ceará. Tem ainda Badé, que joga como lateral-esquerdo no Bahia. Sobre esses últimos não foram encontrados registros de passagens por clubes alagoanos. E se forem colocados na estatística os jogadores que não são alagoanos, mas começaram aqui, aí o fenômeno aumenta. ### Jogadores famosos feitos em casa Mas aqueles que foram ídolos pelos principais clubes alagoanos aparentam estar muito bem, pelo menos ao fazer parte do chamado top de linha de estrutura dos clubes onde estão atualmente. E três deles podem dizer isso de camarorote: são os bem pagos Denis Marques, Aloísio Chulapa e o meia Morais, que jogam pelo Atlético-PR, considerado o clube que apresenta a megaestrutura mais emergente no Brasil. Denis Marques, nascido em Maceió, saiu direto de Alagoas para jogar no exterior; Chulapa, de Atalaia, começou no CRB e já jogou até na Rússia, e Morais passou pelo Vasco, mas não atuou nos grandes clubes de Alagoas, apesar de também ter nascido em Maceió. Quem está se destacando também é um velho conhecido da torcida do CSA e do Miguelense: o meia Bilu, de Capela, que defende o Figueirense-SC. Semana que passou, o jogador foi um dos melhores em campo ao desclassificar o poderoso e milionário Corinthians-SP. Outros bambambãs são os meias Adriano e Souza, ambos revelados pelo CSA. O primeiro está no Cruzeiro-MG, e o segundo é destaque no São Paulo-SP. Outro que pertence a top de linha do futebol brasieliro é o lateral-esquerdo Jadilson, ex-Fluminense e atualmente no Goiás. Ele começou sua carreira no campo do Botinha, na Lagoa Mundaú, e foi até pouco tempo cotado para a seleção brasileira. Quem brilha também é Cleiton Xavier, de São José da Tapera, e ex-CSA. Após passagem pelo Inter, hoje, defende o Sport. Já o goleiro alagoano Flávio agarrou com unhas e dentes a oportunidade de jogar em grandes clubes e nunca mais voltou à terrinha. É titular do Paraná-PR e foi ídolo no rival de seu atual clube, o Atlético-PR. |WS