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Corinthians-AL: sucessão de erros fatais

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WELLINGTON SANTOS FERNANDA MEDEIROS Repórteres O Corinthians Alagoano, atual campeão estadual e considerado por muitos como a terceira força do futebol alagoano, viveu este ano, definitivamente, seu inferno astral. O retrato do fiasco do time da Via Expressa - de quem se esperava muito por ter sido o campeão de 2004 -, está estampado nas campanhas nos dois turnos do Estadual. No 1º Turno, a equipe oscilou entre atuações regulares e ridículas, algumas marcadas por conflitos com a arbitragem e até entre jogadores e treinador, a exemplo do meia Lino, que discutiu de forma agressiva com o técnico Guto Ferreira. Tudo isso foram fatos que resultaram na primeira grande decepção para o campeão alagoano: não conseguiu ficar, sequer, entre os quatro primeiros colocados que viriam a decidir o turno. Paralelo ao Estadual, em fevereiro, a decepção se ampliou na competição que a diretoria acreditava ser o maior filão para projetar o clube nacionalmente: a Copa do Brasil. Pura ilusão. O time jogou apenas uma partida, contra o São Caetano, no Estádio Nelson Feijó, e foi derrotado por 2x0. E o pior: foi sumariamente eliminado da competição, sem direito a fazer o jogo de volta em São Paulo, por força do regulamento. Já no 2º Turno do Estadual, com o elenco modificado, quando todos pensavam que o time havia se aprumado e daria a volta por cima rumo ao bicampeonato, mais uma decepção. Aos trancos e barrancos, conseguiu ficar entre os quatro que decidiram o quadrangular da Copa Alagoas, mas, na hora H, falhou novamente. Disputou dois jogos contra o Coruripe, empatando um (2x2) e perdendo em casa (2x1). Fim de linha e adeus ao sonho do bi. Justiça do trabalho E mais. Como se não bastassem as bisonhas atuações em campo, o clube viveu e ainda vive outro inferno com problemas na Justiça trabalhista. Recentemente, perdeu em 1ª instância uma batalha contra o jogador do juniores Aragoney e o empresário Rivaldo Ramos. A juíza substituta da 4ª Vara do TRT-AL, Alda de Barros Araújo, julgou procedente a reclamação do atleta e condenou o clube a pagar direitos trabalhistas, bem como julgou que Aragoney estaria livre para ir para qualquer outro clube. O Corinthians recorreu da decisão. Complicando mais a situação, outro imbróglio corre na Justiça do Trabalho. No fim do mês, o clube vai de novo ao TRT, responder sobre a ação movida, desta vez, pelo jogador Fábio, também do juniores. Para relembrar, os atletas Aragoney e Fábio foram acusados pela direção do Corinthians de terem abandonado o clube, induzidos por Rivaldo Ramos. ### Clube trouxe um caminhão de atletas Para a disputa da Copa do Brasil e do Campeonato Alagoano, um caminhão de jogadores desembarcou no Estádio Nelson Feijó. Mas tudo foi em vão. Se a torcida corintiana fizer as contas na ponta do lápis, vai verificar que o número exagerado de atletas foi absurdo e daria para montar dois times, ambos com direito a titulares e reservas. Foram cerca de 50, vindos dos mais variados clubes do Brasil. A lista é mesmo grande e para se ter uma idéia da dimensão, alguns deles podem ser citados como sendo um verdadeiro fracasso. Muitos chegaram e foram titulares, ficando no time até o último jogo - realizado na quarta-feira, contra o Coruripe, a exemplo de Tico Mineiro. Outros, porém, tiveram uma participação pífia, jogaram apenas um jogo, por exemplo, ou até mesmo alguns minutos da partida, como o badalado Piá. Atletas como os goleiros Geraldo e Tony, os laterais Milton, Williams e Renan, os zagueiros Dirley, Andreson La Bamba, Selmo Lima e Edu Valinhos, os volantes Roberto Ramos e Cris, os meio-campistas Olberdam, Robélio, Lino e Geraldo, e os atacantes Reinaldo Mineiro, Da Silva, Tico Mineiro e Arthur foram anunciados como os reforços que iriam compor a base do time para o Campeonato Alagoano e também para a Copa do Brasil. Dispensas No entanto, o grupo não deu conta do recado, no início das competições, começaram as dispensas e, conseqüentemente, a chegada de mais reforços. O meia-atacante Piá, anunciado a peso de ouro pela diretoria, como sendo a grande contratação do clube, nem foi de longe o jogador-bilheteria dos sonhos do Tricolor da Via Expressa. Foi a grande decepção. Além dele, outros que vieram para o clube: os goleiros Pitarelli, Edmar e Ricardo, laterais Deleu e Almir, zagueiros Demerson e Alexandre, atacantes Berg e Leo Santos, e os meio-campistas Joãozinho, Balu, Wagner Rosa, Marcos Xavier e Fabinho Fontes. Todos engrossaram a lista de contratações deste ano. |WS/FM ### Cinco técnicos e um fiasco anunciado Um dos grandes problemas do Corinthians, este ano, apontado como o principal pela própria diretoria tricolor, foi o rodízio de treinadores. A direção foi obrigada a contratar para esta temporada nada mais nada menos que cinco profissionais. Eu diria que esse foi o principal fator para o insucesso, pois mexeu com todo o nosso planejamento anual, frisou o patrono do clube, João Feijó. E o dirigente não titubeia ao apontar o principal culpado pelo fiasco na temporada e aquele que mexeu com a base da estratégia. O nosso primeiro treinador, o Carlos Rabelo, foi contratado em novembro do ano passado para fazer o planejamento da equipe. Ele prometeu trazer sete jogadores indicados por ele de São Paulo. A equipe se apresentaria em janeiro, revela Feijó. Pois bem, esse rapaz passou dois meses sem trabalhar, recebeu os dois meses e depois, às vésperas da reapresentação do grupo, no dia 28 de dezembro, disse que ia embora por ter recebido outra proposta, justificou. E por fim, nem tivemos os sete jogadores, emendou. O Corinthians, segundo Feijó, faz seu planejamento, religiosamente, trimestralmente, sempre nos meses de outubro, novembro e dezembro, visando à temporada seguinte. Após a surpresa negativa, a diretoria tricolor foi à luta e contratou, às pressas, o renomado Luiz Carlos Barbieri. Tudo certo, tudo lindo, mas eis que Barbieri, em plena Copa São Paulo de Futebol Júnior, já em janeiro, procura a diretoria e também anuncia a surpresa: estava se demitindo do Corinthinas para ir para o Criciúma-SC. Acertamos com o Barbieri que ele indicaria alguns jogadores seus e ele assistiria a algumas partidas da Copa São Paulo para mesclarmos com os jogadores juniores que mais se destacariam, mas, infelizmente, foi mais um problema antes mesmo de o Campeonato Alagoano começar, lamentou Feijó. Depois de mais uma punhalada pelas costas, o time da Via Expressa teve que se contentar com o desconhecido Guto Ferreira, também de São Paulo. Não deu certo. A equipe fez uma péssima campanha no 1º turno do Alagoano e não chegou sequer a ficar entre os quatro classificados no quadrangular. Não tínhamos mais como contratar jogadores bons no mercado, esses já estavam em outras equipes e o nosso time era muito instável, com muitos atletas inexperientes, disse o cartola. Caos A solução parecia óbvia e seria também a última cartada para salvar o tricolor do caos do 1º turno e defender o título estadual: o técnico Celso Teixeira, que armou o time campeão em 2004, era o nome. Pois bem, o clube foi buscá-lo a peso de ouro, mas foi tudo em vão. Sucederam-se os maus resultados, brigas internas e problemas de relacionamento, até que Celso caiu do comando. Por fim, foi contratado o esforçado Canhoto, mas a vaca já tinha ido para o brejo e o clube saiu prematuramente do Estadual, dando adeus ao sonho do bi. WS/FM

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