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Brasil encara guerra contra Alemanha

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Em campo, oito títulos mundiais, os finalistas da Copa do Mundo de 2002 e um jejum que incomoda. Brasil e Alemanha, que decidem hoje a primeira semifinal da Copa das Confederações, não vencem superclássicos há muito tempo. O jogo, marcado para o Frankenstadion, de Nuremberg, será às 13h (de Brasília). O último triunfo brasileiro contra rivais que já ganharam a Copa ocorreu no dia 2 de junho de 2004. Diante da Argentina, vitória por 3 a 1, no Mineirão, pelas Eliminatórias Sul-Americanas. Na seqüência, empates com Uruguai [1 a 1], Argentina [2 a 2] - Copa América - Alemanha [1 a 1] - amistoso - e novamente a Celeste Olímpica [1 a 1] - qualificatório. No dia 8 de junho deste ano, derrota em Buenos Aires para os arqui-rivais [3 a 1]. A seqüência dos tricampeões é ainda mais negativa. Os alemães contabilizam não apenas partidas contra campeões mundiais, e sim diante das seleções de destaque no cenário internacional. Desde que bateu a Inglaterra por 1 a 0, em Wembley (Londres), em outubro de 2000, a Alemanha amarga um jejum de 13 jogos contra times da elite. Ao todo, são quatro empates e nove derrotas. A mais acachapante aconteceu justamente diante dos ingleses: 5 a 1. O assunto, porém, é tratado com descaso pelo técnico Carlos Alberto Parreira. A nossa única preocupação é garantir vaga à final. Chegamos até aqui e agora queremos o título, disse. O torneio, que segundo Parreira foi marcado na data errada, porque impediu as férias dos jogadores que atuam na Europa, foi utilizado em um primeiro momento como laboratório. O treinador observou 20 dos 23 jogadores convocados e confirmou o esquema batizado de quarteto ofensivo, formado por Kaká, Ronaldinho Gaúcho, Robinho e Adriano. Após poupar Dida, Roque Junior, Gilberto e Émerson contra o Japão, Parreira deverá escalar força máxima. Apenas Léo, que enfrentou os asiáticos, deve ser mantido. O fato de enfrentar a Alemanha, dona da casa, parece não preocupar o Brasil. Jogadores e comissão técnica não se importam com o clima de revanche que contagia o país. Eles terão que esperar para dar o troco. Precisarão nos vencer em uma final de Copa do Mundo, disse Parreira. O comandante, após minimizar a importância da competição, declarou que o Brasil, uma vez na fase final, não abrirá mão do título. Chegou a utilizar a expressão guerra, que não foi bem aceita pelos alemães. O adversário rebate com sutis provocações. O técnico Jürgen Klinsmann afirmou que Parreira estava usando o suposto desgaste dos atletas como estratégia, e disse não se importar com os dribles dos brasileiros, desde que seja o vencedor. Quem ganhar enfrentará Argentina ou México, que jogam amanhã. A decisão será na quarta-feira, em Frankfurt.

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