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Federações: Não há mais credibilidade

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EDITORIA DE ESPORTES Não questiono a saída do Marlon Batista da Secretaria de Esporte e Lazer (Seel), mas a maneira como foi feita, a estupidez como o esporte em Alagoas é tratado. O desabafo é do presidente da Federação Alagoana de Basketball (FAB), Carlos Alberto de Barros Lima, que criticou, de forma veemente, a mudança ocorrida na pasta que cuida do esporte alagoano. Segundo Carlos Alberto, Marlon Batista estava realizando um grande trabalho à frente da Seel. Então, essa mudança é muito ruim, não pelo fato de mudar, como já frisei, mas porque em seis meses foram nomeados quatro secretários. A briga política existe, e o esporte é quem acaba pagando por isso sendo prejudicado, lamentou o dirigente. Diante da insatisfação provocada pela troca do secretário, ele informou que, no próximo dia 11, haverá uma reunião entre presidentes de federações para discutir o assunto. O encontro será realizado, às 19h30, no Beer CRB, na Pajuçara. Dessa reunião deverá sair uma carta aberta ao governador e à imprensa, mostrando os prejuízos que podem advir para o esporte com essas trocas constantes na Seel. O problema é que em Alagoas não há o processo de continuidade. E isso atrapalha, declarou. E mais: Pelo que me consta, o Paulo Corintho não tem identificação alguma com o esporte, completou. Propostas Carlos Alberto Barros lembrou que entregou ao governador Ronaldo Lessa uma série de propostas para políticas esportivas (em nível de desportos colegiais, de rendimentos, comunitários e especiais) no Estado. Entregamos essas propostas a ele [Lessa] na abertura dos Jogos Estudantis, logo antes das últimas eleições do governador. Infelizmente, nada foi feito e nem há mais tempo para fazer, lamentou o dirigente. Na opinião do presidente da FAB, o esporte alagoano está capengando. Os estados vizinhos evoluem e Alagoas não. Para se ter uma idéia, Alagoas ficou em 23º lugar nos Jogos da Juventude, realizados no primeiro semestre deste ano, quando poderia ter ficado numa colocação bem melhor. Isso mostra a falta de trabalho, nas escolas públicas, voltado a professores de Educação Física e material esportivo, declarou Carlos Alberto. ESTUPEFATA A mesma reação de indignação e surpresa com o constante troca-troca de secretários na Seel foi demonstrada pela presidente da Federação Alagoana de Ginástica, Jouse Alves. Estou estupefata! Todos esses fatos, essas mudanças só têm gerado nos segmentos esportivos a sensação de descaso e descrédito nos projetos construídos ao longo desses seis anos. É como se nada tivesse sido criado, desabafou Jouse Alves. credibilidade Interrogada se teria projetos encaminhados com o ex-secretário Marlon Batista, Jouse ressalta: Olha, isso significa que teremos muitas dificuldades com as entidades nacionais do esporte, porque vamos ter que começar tudo de novo e isso é péssimo para a credibilidade nos órgãos. Nada contra o secretário que chega, não o conheço, mas é muito complicado, completou Jouse Alves. Frustração De acordo com ela, da parte da ginástica estariam sendo encaminhados três projetos com o objetivo de realizar cursos, mas a expectativa agora é de que tudo deve ser reavaliado, e isso é uma situação muito constrangedora e frustrante para todos nós que fazemos o esporte por vocação, ressalta Jouse Alves. O problema é que a situação de desconfiança gerada na Seel, apontado pela presidente da Federação de Ginástica, traz à tona os projetos acalentados como a redenção do esporte. Dentro desse leque, estão os projetos de viés sociais nas comunidades pobres que teriam sido deixados de lado na gestão de Dário Magalhães ou ainda a pista olímpica do Estádio Rei Pelé, que foram sepultados desde a saída do vereador Eduardo Canuto (PV), do comando daquela Secretaria.

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