Esportes
Caso Diniz: CRB notifica o Vitória-BA
WELLINGTON SANTOS Repórter A briga entre CRB e Vitória pelos direitos federativos do jogador Wagner Diniz promete mesmo parar nas barras dos tribunais. Dessa vez o imbróglio foi uma notificação extrajudicial expedida pelo diretor de Futebol, Gustavo Feijó, na qual o CRB pede a intimação do clube baiano com a finalidade de que seja cumprido o Parágrafo Único da Cláusula Primeira do contrato de venda parcial dos direitos federativos de Wagner Diniz, firmado em 07 de março de 2003. Com a notificação, cuja entrada foi dada no fim dessa semana, Gustavo Feijó pretende mostrar que quem está descumprindo o contrato é o Vitória-BA. De acordo com o contrato no Parágrafo Único da Cláusula Primeira, está firmado o seguinte: O cessionário (Vitória) pagará salários mensais ao atleta no valor de R$ 1.000,00 (hum mil reais) mensais durante o seu primeiro ano de contrato e passagens aéreas ida e volta para o atleta no trecho Maceió/Salvador/Maceió (...). O Vitória, por meio do senhor Paulo Carneiro, nunca pagou um centavo ao atleta, rebate Feijó. Já o presidente do clube baiano alegou à Gazeta de Alagoas que não pagou o salário a Diniz, porque, segundo Carneiro, Wagner não chegou a firmar contrato de trabalho com o Vitória. Carneiro disse ainda que houve uma espécie de blefe por parte do CRB, por meio de Gustavo Feijó, já que depois de terminar o contrato com o Treze Wagner Diniz deveria ter se apresentado ao Vitória, e não ter ido para o Vasco, clube que ele foi emprestado. Esse Paulo Carneiro é muito engraçadinho! Ele só veio dar conta de que o Wagner é importante, agora, depois que o atleta brilhou na Copa do Brasil, ironizou Feijó. E acrescentou: Eu até reconheço o contrato firmado antes, mas não aceito essa imposição, agora, de querer que o Wagner Diniz vá para o Vitória de qualquer jeito, completou Gustavo Feijó. ### Dirigente nega transação de venda Interrogado pela Gazeta qual seria o percentual do CRB nos direitos federativos do atleta atualmente e se teria vendido parte dos 50% dos direitos do clube sobre o jogador ao empresário paraibano e diretor do Treze-PB Luís Augusto, Gustavo respondeu: Eu não vendi nada ao Luís Augusto. O que fiz foi só um acordo verbal de que se aparecesse uma proposta boa de venda para o Wagner, eu daria um percentual a ele [Luís Augusto], mas a título de compensação pelo que o Treze promoveu o atleta, explicou Feijó. A Gazeta procurou o presidente do Treze, Petrônio Gadelha, e ele afirmou, categoricamente, que Luís Augusto teria um percentual sobre o passe do atleta. Só não sei dizer de quanto, mas o Luís tem, disse Gadelha. O fato foi negado por Gustavo Feijó: Não existe nada disso. O que existe é um percentual meu em caso de venda e só, nada de passe, ratificou. Se realmente se confirmar que o empresário Luís Augusto teria parte no passe de Wagner, a confusão seria grande. Procurado diversas vezes, o empresário não foi encontrado. Ainda sobre a questão da suposta venda de Wagner, Gustavo Feijó disse que conforme reza a Cláusula Quinta do contrato, as partes contratantes, no caso CRB e Vitória, estipulam que os direitos federativos, em havendo proposta de venda total ou parcial, obedecerão aos critérios de que toda e qualquer transação só poderá ser efetivada com a participação dos contratantes. E acrescenta: No caso do Wagner com o Vasco, não é nem venda total nem parcial, é empréstimo. Enquanto isso, o Vitória-BA publicou no seu site (www.vitória.com.br) esta semana que vai mesmo notificar o CRB e exigir que Wagner Diniz se apresente ao clube baiano . |WS