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Ednilton: Estou enojado com o TJD

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WELLINGTON SANTOS FERNANDA MEDEIROS Repórteres Estou enojado. Vou deixar o futebol porque isso aqui me dá nojo. A frase em tom de revolta e indignação foi do dirigente do Teotônio, Ednilton Lins, após deixar a sede do Tribunal de Justiça Desportiva (TJD-AL), na quinta-feira, ao término da sessão que julgaria o processo de impugnação impetrado pelo clube de Teotônio Vilela contra o Ipanema, alegando que o lateral Coelho teria atuado irregular no jogo contra o próprio Teotônio. A partida em questão foi a do dia 31 de julho e, segundo os dirigentes do Teotônio, Coelho teria jogado irregular porque estava com três cartões amarelos. Mas na queda-de-braço política, venceu quem levou ao TJD-AL mais gente para fazer número e juntar-se aos simpatizantes e diretores na platéia. E aí deu mesmo Ipanema, por seis votos a dois, em favor do arquivamento do processo. Acredito que foi uma prova de que esse Tribunal não se curva às pressões e nem às amarras. Ganhou aquele que foi o melhor em campo, com praticamente o dobro de pontos, ressaltou o patrono do clube sertanejo, Isnaldo Bulhões, após a decisão, acompanhado do filho e co-patrono, Isnaldo Bulhões Filho. Pelo lado do Teotônio, quem acompanhou o resultado foi o deputado Arthur Lira. Bastante chateado, Ednilton Lins afirmou que vai recorrer ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), no Rio de Janeiro. Vamos procurar os meios legais, disse. E acrescentou: Esse tribunal [TJD] em momento algum julgou a denúncia de que Coelho está irregular. O órgão fugiu da responsabilidade de julgar. Ele também criticou a posição da Federação Alagoana de Futebol (FAF) que, no seu entendimento, deveria ter se pronunciado e informado ao TJD que o jogador estava, realmente, irregular, mas ela [FAF] foi omissa, disse. E nem a Comissão Estadual de Arbitragem (Ceaf) se livrou das críticas de Ednilton. O Sebastião Canuto [presidente da Ceaf] garantiu que o árbirto daquele jogo, Jorge Luiz da Silva, iria comparecer ao julgamento, pois enviamos um ofício à FAF solicitando a presença dele, mas na hora não apareceu e nem deu satisfação. Isso foi uma surpresa para nós e um total desrespeito ao tribunal, lamentou. O relator do processo e auditor do Pleno do TJD, João Malta, alegou que para o mérito do processo - no caso a impugnação de partida requerida pelo Teotônio - fosse apreciado pelos auditores, o Teotônio deveria ter especificado na petição uma procuração para dar totais poderes ao advogado do clube, Ricardo Seabra, e não ao dirigente Ednilton Lins, como fez, explicou Malta. Dessa forma, o processo terminou sendo arquivado.

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