Esportes
Comissão pede anulação de 2 jogos apitados por Danelon
O presidente da comissão que investiga os jogos apitados por Edilson Pereira de Carvalho e Paulo José Danelon, Osvaldo Gonçalves, confirmou que dois jogos da competição devem ser anulados. De acordo com Osvaldo, foram descobertas irregularidades nas partidas entre Guarani e Atlético Sorocaba, e no jogo entre Portuguesa Santista e União São João, ambos apitados por Danelon. De acordo com Osvaldo porém, o trabalho ainda não foi encerrado. O laudo final só deve sair no final de semana. A partida entre Guarani e Atlético Sorocaba, realizada em Campinas, terminou empatada em 1 a 1. Já o jogo entre Portuguesa Santista e União São João, em Santos, o União venceu por 1 a 0. Se apenas estes jogos forem anulados, os rebaixados permanecerão os mesmos. Assim, União São João, União Barbarense, Atlético Sorocaba e Inter de Limeira, teriam mesmo que disputar a Série A-2 no próximo ano. Fraude A Comissão de Inquérito Desportivo do Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo, que analisa os 22 jogos do Paulista apitados por Edilson Pereira e Paulo José Danelon, definiu, ainda, que seis jogos serão reanalisados. A decisão de reavaliar os jogos surgiu por causa de algumas discordâncias entre os membros da comissão, formada pelos os ex-árbitros Sidrack Marinho, Teodoro Castro Lino e Silas Santana, este último presidente do sindicato paulista de juizes profissionais. Essas partidas terão que ser reanalisadas porque as opiniões foram distintas, afirmou Lino, que não esclareceu exatamente quais são as partidas, mas disse que os casos de Danelon são os que mais chamaram a atenção. Parecer Segundo o delegado do Garra, Oswaldo Gonçalves, o Nico, que chefia a comissão, o parecer extraído dos relatórios individuais dos membros será anunciado pela comissão amanhã. Com base nesse parecer, o TJD, presidido por Naief Saad Neto, vai se reunir e julgar o que pode ser feito na tabela do Campeonato Paulista. ### Promotor do MP é afastado do TJD-SP O promotor Roberto Porto, membro do Ministério Público que investiga o escândalo do apito no futebol brasileiro, foi afastado do Tribunal de Justiça Desportiva (TJD-SP), que fica localizado no prédio da Federação Paulista de Futebol (FPF). O afastamento do auditor da 3ª Comissão Disciplinar foi considerado tardio por outros auditores, segundo notícia veiculada no jornal Folha de S. Paulo. Com a FPF envolvida nas investigações da máfia do apito, já que partidas do Campeonato Paulista também foram apitadas pelos árbitros Edilson Pereira de Carvalho e Paulo José Danelon, todos os integrantes da comissão de arbitragem da entidade, além do vice-presidente Reinaldo Carneiro de Bastos, pediram afastamento de seus cargos enquanto durarem as investigações. Sessões Desde que iniciei as investigações não participo da sessões realizadas no tribunal. Formalizei o afastamento não é de hoje, justamente para que não surgisse esse tipo de questionamento, explicou o promotor à Folha de S. Paulo. De acordo com colegas de Porto, ele deixou de comparecer à Federação Paulista quando as investigações do escândalo da arbitragem foram iniciadas. No entanto, antes disso era figura pública nos julgamentos. O MP arma a defesa de seu funcionário e diz que sempre soube da presença de Roberto Porto no TJD. No entanto, reconhece que o caso pode ser investigado, caso haja um pedido formal para tanto. Quando fui para o TJD, tive o aval da corregedoria, inclusive, confirmou o promotor. Porto, que chegou ao Tribunal de Justiça Desportiva por meio de indicação de Naief Saad Neto, presidente do TJD paulista, também investiga a parceria entre o Corinthians e o MSI de Kia Joorabchian. ### Gibão é convocado para depor em CPI O empresário Nagib Fayad, o Gibão, acusado de ser um dos mentores da máfia do apito, aceitou o convite da Comissão do Turismo e Desporto da Câmara dos Deputados e vai prestar esclarecimentos em Brasília, no próximo dia 20. A confirmação da presença de Gibão, que já foi ouvido pela Polícia Federal e chegou a ficar detido por cinco dias, foi veiculada na pauta da reunião ordinária - audiência pública - da Câmara, na última terça-feira. A presença de Gibão, que seria responsável pelos contatos com o árbitro Edílson Pereira de Carvalho para que este ajudasse determinado time para ter lucro em sites de apostas - ilegais no Brasil - se apresentará à Comissão na mesma data de José Reinaldo Carneiro de Bastos, promotor do MP de São Paulo, e Roberto Porto, procurador do Gaeco (Grupo de Atuação Especial e Repressão ao Crime Organizado do MP paulista), ambos responsáveis pela investigação do escândalo. Os depoimentos estão previstos para começarem às 9 horas. Máfia Além deles, outras pessoas envolvidas na chamada máfia do apito e na apuração do caso foram convidadas pela Comissão. São eles os presidentes da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira; do STJD, Luiz Zveiter; da Federação Paulista de Futebol, Marco Polo del Nero; e da Associação Nacional de Árbitros de Futebol, José de Assis Aragão. Além dos árbitros Edílson Pereira e Paulo José Danelon, ambos réus confessos na manipulação de resultados não só do Campeonato Brasileiro, mas também do Paulista. A lista de convidados foi elaborada pelo deputado Silvio Torres (PSDB-SP), por meio de requerimentos, e aprovada em votação pela comissão.