Esportes
Brasil tem 7 atletas na lista para prêmio
Sete jogadores brasileiros estão incluídos na relação de 30 atletas pré-selecionados para o prêmio da Fifa para o melhor jogador do mundo na temporada 2005. O país atual campeão da Copa é a nação com maior número de representantes, com três atletas a mais em relação à Inglaterra. Vencedor do prêmio em 2004, Ronaldinho Gaúcho lutará pelo bicampeonato com a companhia dos compatriotas Cafu e Kaká, do Milan; Adriano, da Inter de Milão; além do trio do Real Madrid: Ronaldo, Roberto Carlos e Robinho. A entrega do prêmio será no dia 19 de dezembro, em cerimônia na sede da Fifa, em Zurique, na Suíça. Semanas antes, cumprindo o protocolo, a entidade vai revelar os três finalistas da eleição. Assim como nos anos anteriores, o direito a voto é outorgado aos técnicos e capitães das seleções de todo o mundo, aos quais a Fifa já enviou a lista de pré-selecionados. Na eleição feminina, a Fifa designou 24 finalistas para o prêmio, que em 2004 ficou com a alemã Brigit Prinz. A única brasileira da lista é Marta, medalha de prata pela seleção nos Jogos Olímpicos de 2004. Instituído pela Fifa no começo dos anos 90, o prêmio de melhor jogador do mundo já teve quatro vencedores brasileiros. O primeiro atleta do País a conquistar a honra foi Romário, em 1994. Em 1996, Ronaldo ganhou o primeiro de seus três troféus, ganhos também em 1997 e 2002. No auge da carreira no Barcelona, em 1999, Rivaldo entrou para a lista de melhores do mundo. Em 2004, Ronaldinho Gaúcho engrossou o número de brasileiros vencedores do prêmio. Ronaldo e Zidane, ambos indicados para o prêmio em 2005, são os maiores vencedores da história da premiação, com três troféus cada um. Neste ano, dos 30 nomes pré-selecionados pela Fifa, cinco estão indicados pela primeira vez: Robinho, que atuou metade da temporada pelo Santos; o nigeriano Jay-Jay Okocha (Bolton), o argentino Riquelme (Argentino), o ganês Michael Essien e o holandês Arjen Robben (ambos do Chelsea). Entre os clubes, o Real Madrid lidera com seis jogadores indicados, seguido do Milan, com quatro. Chelsea, Barcelona, Juventus e Manchester United contam com três atletas. Favoritos O futebol brasileiro, maior vencedor da história da premiação (6 vezes), mais uma vez desponta como favorito na eleição deste ano. Ronaldinho Gaúcho, que em 2004 triunfou mesmo sem conquistar nenhum título em campo, em 2005 tem a favor o sucesso do Barcelona no Campeonato Espanhol e da seleção na Copa das Confederações. Kaká vem em grande fase pelo Milan, mas o vice-campeonato do time no Italiano e na Liga dos Campeões talvez influencie contra ele. Adriano, estrela da Copa das Confederações, quando saiu como campeão, melhor jogador e artilheiro, desponta como finalista em potencial. Ronaldo atravessa bom momento na Espanha, mas conta como obstáculo na eleição a última temporada frustrada do Real Madrid. Robinho, que acaba de ir para o futebol europeu, dificilmente conseguirá chegar entre os finalistas, assim como Cafu e Roberto Carlos. ### Parreira define seleção como superfavorita na Copa 2006 Após vencer a Venezuela por 3 a 0 e garantir a primeira colocação nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2006, na Alemanha, o técnico Carlos Alberto Parreira assumiu, na chegada da delegação ao Rio de Janeiro, que o Brasil é mais do que favorito ao Mundial. O Brasil passou a ser superfavorito. Temos que trabalhar esse superfavoritismo de forma positiva, disse, lembrando da recente conquista da Copa das Confederações na Europa. O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, que assistiu das arquibancadas ao jogo contra a Venezuela, no Pará, também reconheceu o poderio do time brasileiro. Não há como negar, o Brasil é o grande favorito na Copa. Jogar as Eliminatórias fez o time treinar e temos jogadores de alta qualidade técnica. Questionado sobre a presença de um possível quinteto no Mundial, formado por Robinho, Kaká, Ronaldinho, Ronaldo e Adriano, Parreira despistou e chamou de fantasia e ilusão a escalação dos cinco. Até lá a gente não vai conseguir se livrar do quinteto. Não é um fantasma, pois temos segurança no que fazemos aqui na seleção. Entre aquilo que se escreve, a fantasia e a ilusão, há uma diferença para a realidade no futebol, explicou, brincando com a possibilidade do hexa e o quinteto. Como vamos disputar o hexa, podemos escalar até um hexágono.