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Ex-presidente do CSA que é CRB lembra vários casos

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| WELLINGTON SANTOS Repórter O clássico CSA e CRB não se cansa de produzir histórias e mitos que povoam o imaginário dos torcedores. Com a volta do confronto em 2006 - depois de dois anos de jejum, em virtude do indesejável estágio que o time do Mutange foi obrigado a fazer na 2ª Divisão - a rivalidade, os causos e a gozação nas ruas já estão em evidência. E por falar em histórias, a Gazeta de Alagoas conseguiu localizar um personagem do velho clássico e que tornou folclórico a lenda de um ex-presidente azulino. Ele é, com toda certeza, um dos mais ferrenhos torcedores do CSA na face da Terra. CRB de berço Mas quis o destino que seus pais lhe pregassem uma peça que o acompanharia para o resto da vida, justamente na composição de seu nome de batismo e que os rivais regatianos deitam e rolam há décadas. Seu nome completo é Carlos Ramiro Bastos, 87. Onde está o drama que o acompanha? Bom, o leitor mais atento já deve ter notado. Isso mesmo, está nas iniciais que formam o triunvirato CRB. Imaginem sua via-crúcis. Torcedor fanático do Azulão, ex-presidente, por três anos, do CSA (de 1951 a 1953) e carregando no nome as iniciais de seu maior desafeto futebolístico. CRB é CSA doente Mas, diferentemente do que se possa imaginar, não foi um Carlos Ramiro Bastos carrancudo do alto de seus 87 anos que a Gazeta encontrou para a matéria. Não. Olha meu filho, sou o único ?CRB? que é CSA doente, garante Carlos Ramiro Bastos, que demonstrando muita vitalidade e bom-humor, além de uma excelente memória, relembra: Naquela época, cheguei até a receber um convite para ser diretor do CRB por um desavisado diretor regatiano, mas claro que não aceitei, frisou seu CRB. O dirigente a quem ele se referiu ao oferecer o atrevido convite foi um ex-diretor do Galo por nome de Ulisses Marinho. Aquele foi uma espécie de convite inimaginável de ser aceito na época, devido ao amor e à rivalidade que existiam naquele tempo. Não é como hoje, já que o futebol é profissional e é comum se ver gente que torce para um clube, mas trabalha no rival, explica Ramiro Bastos, ao dar um riso maroto, como se conhecesse casos semelhantes à sua afirmação. Política e família Carlos Ramiro Bastos não perdeu a oportunidade para fazer uma reflexão bem atual sobre o que pensa dos cartolas nos clubes de futebol. A política invadiu os clubes. No meu tempo de presidente do CSA não existia esse tipo de interesse. Se fazia por amor, completou. Ramiro Bastos ainda dá outro exemplo de paixão ao clube azulino, ao confessar: Quando o CSA perdia eu adoecia. Hoje em dia, ele raramente vai ao estádio. Sua influência sobre a família na questão de para quem torcer foi impressionante e decisiva. Os quatro irmãos, os quatro filhos, além de uma legião de sobrinhos e netos seguiram o time do coração de CRB: o CSA. Ele é tão fanático pelo CSA que uma vez fizeram um bolo, no aniversário dele, e colocaram o escudo do CRB, mas de cor azul no enfeite. Ele se recusou a comer, conta o filho caçula, João Carlos, 24 anos. Para esta entrevista, CRB foi a caráter: vestiu uma camisa azul novinha em folha.

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