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Torcida reage a plano de PM em estádio

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WELLINGTON SANTOS FERNANDA MEDEIROS Repórteres A matéria publicada pela Gazeta de Alagoas semana passada, com as declarações do comandante do Policiamento da Capital sobre como a PM pretenderia atuar nos jogos e, principalmente nos clássicos entre CSA e CRB, causou muitos protestos dos mais diversos torcedores ditos comuns (aqueles que não integram torcidas organizadas). Em suas declarações, o oficial chegou a dizer que o torcedor do clube mandante do jogo poderia ocupar quaisquer áreas do estádio, inclusive as destinadas à torcida adversária. E mais: torcedores visitantes não poderiam usar a camisa do clube de seu coração. Isso foi o bastante para que ecoassem em sites e e-mails os mais veementes protestos dos descontentes. Um deles foi o torcedor do CRB Angelo Miranda Neto que considerou um absurdo a determinação da PM, no sentido de que apenas torcedores da equipe mandante vão a campo. Ora, Comando e Mancha realmente criam confusões, mas com o fim delas, não podem prejudicar o restante dos torcedores alagoanos que sempre contribuiram para um futebol ordeiro e de paz, opinou. Segundo ele, essa proibição é absurda. Espero que revejam essa posição, afinal, estamos há dois anos sem clássicos e agora que eles voltaram, não podem ser jogos de uma só torcida. Isso acaba com o futebol alagoano, declarou. E acrescenta: O que irei eu fazer num clássico entre CRB x CSA, cujo mando de campo seja do nosso rival, sem poder usar a camisa do CRB. Terei eu que não comemorar os gols do CRB? O também regatiano Petrúcio Sá considera que se continuarem com essa ?lengalenga?, no clássico do dia 5 de fevereiro de 2006, ninguém vai ao Estádio Rei Pelé, lamenta. No site www. futebolalagoano.com, vários torcedores debatem esse assunto, que já virou polêmica, e criticam o esquema de segurança da PM para os dias de clássicos. É o exemplo do torcedor que assina com o nick Guilherme. Ele é azulino e em um dos trechos de seu comentário diz: É incrível o despreparo da PM de Alagoas. Pensei que eles fossem incompetentes, mas tão incompetentes assim eu nunca imaginei. É uma verdadeira palhaçada isso que pode acontecer. Desse jeito é melhor nem ter clássicos. A polícia mais despreparada do Brasil é a de Alagoas, critica. O azulino Gustavo Bezerra é outro que teceu críticas ao esquema de segurança. É um absurdo essa atitude! Só fazem m... esses poderosos de Alagoas. Giancarlo Malafaia é regatiano e concorda, em parte, com a medida que a PM pretende adotar no Trapichão: Eu concordo, pelo menos por enquanto, até que essa violência diminua nos estádios, afirma. E prossegue: Eu acho que nesse primeiro momento a medida é necessária. Porém, acredito que ela não é a melhor, pois, com certeza, vai tirar o brilho dos clássicos, opina. Sobre o fato de a torcida do time mandante do jogo poder ficar em todas as áreas do estádio, inclusive nas destinadas à torcida adversária, ele diz: Cada torcida deve ficar em seu respectivo lugar de origem. Se eles não fizerem isso, estarão contribuindo para aumentar a violência. Os azulinos Thiago Davino e Clesivaldo Oliveira também discordam do esquema. As confusões que ocorrem são sempre fora do estádio. Então, não vejo por que implantar esse esquema dentro do Rei Pelé. Se continuarem com isso, eu vou acabar nem indo para o clássico do dia 5 de fevereiro, disse Thiago. Já Clesivaldo emendou: A PM nem experimentou se vai dar certo a proibição das torcidas organizadas nos estádios e já vem com esse outro plano. Se for desse jeito, o clássico CSA x CRB será manco, reclamou. ### PM diz que restrições são Plano B O coronel Marco Antônio Brito, comandante do Comando de Policiamento da Capital (CPC), questionado novamente pela Gazeta de Alagoas sobre como observava a repercussão da matéria, publicada semana passada, sob o protesto dos torcedores comuns, tentou minimizar os efeitos das medidas: A questão da proibição dos torcedores em vestir a camisa de seu clube do coração no campo do mandante da partida é, em verdade, uma espécie de Plano B que a PM poderá usar. Os jogos iniciais do campeonato é que vão dizer se será preciso tomar medidas radicais como essas, tudo dependerá do comportamento da torcida, explicou Brito, ao ressaltar que no caso de um clássico como CSA e CRB, até medida contrária, as torcidas ocuparão os espaços tradicionais no Rei Pelé com a camisa de seu clube. Vistoria A Comissão para Regulamentação de Jogos em Praças Esportivas (CRJPDCM), comandada pelo coronel Brito, vai realizar amanhã o primeiro trabalho de fiscalização e vistoria técnica no Estádio Rei Pelé. A vistoria será acompanhada por engenheiros da Secretaria de Esporte e Lazer (Seel) e vai detectar as condições de segurança da principal praça esportiva do Estado, que terá que se adequar às determinações dos promotores da Promotoria de Justiça Coletiva Especializada de Defesa do Consumidor, do Ministério Público, que recomendaram uma série de medidas de segurança aos torcedores. Segundo o coronel Brito, o trabalho da comissão será ampliado para os estádios de futebol do interior do Estado, que vão sediar as equipes que disputarão a 1ª Divisão do Alagoano. O major Carlos Luna, que também faz parte da comissão, disse que haverá uma fiscalização rigorosa nos estádios de futebol de Alagoas e que será cobrada a aplicação de todas as normas do Código de Defesa do Consumidor. O oficial lembra que com o Código do Consumidor, o torcedor passou a ser considerado um consumidor de um produto [o futebol] e, por isso, tem que receber uma devida atenção das pessoas que comandam o futebol. O projeto de segurança deverá ser apresentado pela PM ao MP, Seel e FAF, na próxima semana, e deverá ser implantado a partir da primeira partida do Campeonato Alagoano, no dia 15 de janeiro. WS/FM/GF ### PM cobra a participação da FAF, Seel e MP no projeto O major Luna cobra a participação de todos os órgãos envolvidos, como Federação Alagoana de Futebol (FAF), Secretaria de Esporte e Lazer (Seel) e Ministério Público. Ele disse que a comissão apresentará o projeto com as sugestões para a segurança nos estádios e a aplicação das normas do Código do Consumidor. É preciso a participação ativa do MP, da FAF e da Seel para a elaboração deste projeto, que definirá normas de segurança nos estádios. O plano que estamos elaborando deve ter a ajuda de todos, trabalhando de forma integrada, alertou.

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