Esportes
Parreira defende lei de moraliza��o do futebol
Rio de Janeiro - O técnico da Seleção Brasileira, Carlos Alberto Parreira, disse estar de acordo com as leis de moralização do futebol, destacando a necessidade de elas terminarem com a ?falta de organização e credibilidade? vigentes. Ele se posicionou contrário a qualquer iniciativa de interrupção do Campeonato Brasileiro. ?Acabei de voltar de uma viagem à Europa. Procurei notícias na televisão sobre o futebol brasileiro e não achei?, comentou Parreira. ?Vi gols de tudo quanto é canto do mundo, menos do Brasil. A única exceção foi o jogo do Corinthians e River Plate, que só passou porque foi vendido em um pacote da Copa Libertadores.? Parreira acredita que o fato de o futebol brasileiro possuir uma imagem de desorganizado desestimula a venda de suas competições no cenário internacional. ?Não teria sentido paralisar o Brasileiro. As coisas estão muito claras?, disse, referindo-se ao Estatuto do Torcedor. No entanto, admitiu a necessidade de alguns ajustes na nova legislação esportiva. ?Nenhum projeto agrada 100%?. Seleção Parreira chegou, quinta-feira, com o coordenador Zagallo, da Europa, onde assistiram a alguns jogos, visitaram o Milan e receberam o prêmio Laureus, em nome da Seleção Brasileira, em Mônaco. O treinador informou que a convocação para a disputa da Copa das Confederações, em junho, dos atletas que atuam por clubes estrangeiros vai ser feita na terça-feira e o complemento da lista, na semana seguinte. O técnico da seleção antecipou que a delegação para a competição deverá ser formada, em sua maioria, por atletas que jogam no Brasil. Fez elogios ao atacante Luís Fabiano (São Paulo), respondendo a uma pergunta sobre a qualidade do artilheiro e disse que não seria nenhuma surpresa sua presença entre os convocados. Ele aproveitou para defender o meia Kaká, por causa das sucessivas cobranças que vem recebendo dos torcedores.