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CBF enumera dificuldades para se adaptar � nova lei

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Rio de Janeiro - A mesma CBF, que abrigou a reunião do motim contra o Estatuto do Torcedor e depois voltou atrás na decisão de parar o Brasileiro, agora organiza um documento com as reais impossibilidades de cumprir a nova lei. Uma rodada de aplicação do estatuto recém-promulgado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi suficiente para o departamento técnico da entidade listar as suas dificuldades e a de suas federações filiadas para fazer valer o que está escrito - principalmente em relação a prazos. A lista foi encaminhada ao departamento jurídico da confederação, que já produz um relatório para o Ministério do Esporte. Segundo Virgílio Elísio, diretor do departamento técnico, ele depende dos Correios, por exemplo, para receber as súmulas e os borderôs das partidas, que, segundo o estatuto, devem ser publicados no site oficial da competição. As dificuldades listadas pelo departamento técnico são ainda maiores quando analisadas as discrepâncias entre o novo estatuto e os regulamentos do Brasileiro e o Geral das Competições Organizadas pela CBF. O departamento jurídico da entidade estuda como adaptar algumas regras, já que tanto a lei federal como a entidade prevêem multas e penas em caso de descumprimento. O imbróglio das súmulas e dos borderôs também serve para ilustrar as diferenças de prazo e pena encontradas entre as duas normas. O estatuto estabelece para a entrega dos documentos até as 14h do dia útil seguinte ao jogo, sob pena de o caso parar na Justiça. Já o Regulamento Geral da CBF, com texto atualizado em agosto de 2001, é mais flexível.

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