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Sele��o vence a primeira sob comando de Parreira

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São Paulo - Com gols dos estreantes Gil, Luís Fabiano e do ?experiente? Adriano, o Brasil derrotou, ontem, a Nigéria, por 3 a 0, no Estádio Nacional de Abuja. Foi a primeira vitória da seleção, desde que Carlos Alberto Parreira reassumiu o comando da equipe pentacampeã mundial. Até então, em três jogos, o treinador contabilizava dois empates (China e México, ambos por 0 a 0) e uma derrota (Portugal - 2 a 1). O Brasil jamais perdeu para uma seleção africana na categoria principal. Disputou 17 partidas e venceu todas. Outro, recorde: o time canarinho jogou dez vezes no continente e ganhou todos os confrontos. O amistoso serviu de preparação para a Copa das Confederações, que será disputada na França, entre os dias 18 a 29 de junho. O Brasil estréia contra Camarões, na próxima quinta-feira (19). Parreira não pôde contar com todos os convocados. O goleiro Júlio César (Flamengo), Edu Dracena, Maurinho e Alex (Cruzeiro) ainda não se apresentaram. Os atletas disputaram, ontem, no Mineirão, a final da Copa do Brasil. Jogadores que participaram da Copa de 2002, como Roberto Carlos, Gilberto Silva, Rivaldo e Ronaldo não disputarão a competição. O técnico decidiu poupar os principais jogadores da seleção. Fábio Aurélio (Valencia), Roque Júnior e Zé Roberto, contundidos, foram cortados. A Nigéria, que sonha sediar a Copa de 2010, classificou o confronto como ?o jogo do ano?. E a seleção africana, toda vestida de verde, começou a partida partindo para cima dos pentacampeões. Embora, afobado, o time nigeriano conseguia encurralar os visitantes. Kanu, algoz do Brasil nas Olimpíadas de 1996, e Okocha, criavam as melhores oportunidades. O primeiro, aos 20min, assustou em um chute da entrada da área. O meia-atacante, dois minutos depois, por pouco não abriu o placar em cobrança de falta. A equipe de Carlos Alberto Parreira, como de costume, tocava excessivamente a bola. A movimentação melhorou somente após os 25min. O estádio Nacional, apesar de toda divulgação, não estava lotado. Mesmo assim, os torcedores fizeram barulho quando Okocha, aos 32min, arriscou de longe e Dida defendeu. A ala esquerda dos sonhos, formada pelos corintianos Kléber, Gil e o são-paulino Ricardinho apresentava, até então, um rendimento discreto. Porém, o trio, que conquistou dois títulos pelo Timão (Copa do Brasil e Torneio Rio-São Paulo), voltou a encantar Parreira aos 34min. O meia recebeu de Kléber e serviu Gil, que chutou na saída do goleiro Enyama. O camisa 11, que vestiu pela primeira vez a camisa da seleção, vibrou muito. Outro estreante, na seqüência, também deixou a sua marca. Belleti cruzou da direita e Luís Fabiano, do São Paulo, cabeceou com precisão, aos 37min. Festa no banco brasileiro. A Seleção Brasileira manteve o mesmo ritmo na etapa complementar. Logo aos 7min, Émerson recebeu de Juan (que ajeitou de cabeça) e chutou com violência, à direita do gol. Aos 10min, o lance mais bonito da partida. Ronaldinho Gaúcho dominou a bola, aplicou um drible desconcertante no zagueiro e tocou por cobertura. Orjinta salvou o gol em cima da linha. Aos 35min, Adriano (do Parma), que entrou no lugar de Luís Fabiano, aproveitou cruzamento de Kléber e fechou o placar. Nigéria: Enyama; Enkhjire, Ekong, Orjinta e Udeze; Okoronkwo, Lawal e Okocha; Kanu (Nwuguru), Utaka e Yakubu (Obodo). Brasil: Dida, Belletti (Eduardo Costa), Juan (Fábio Luciano), Lúcio e Kléber (Gilberto); Emerson, Kléberson e Ricardinho; Gil (Carlos Adriano), Luís Fabiano (Adriano) e Ronaldinho. *** Técnico se entusiasma com vitória e atuação São Paulo ? O técnico Carlos Alberto Parreira se entusiasmou com sua primeira vitória no comando da Seleção Brasileira. E acha que o grupo pode sonhar alto em termos de fazer uma boa campanha na Copa das Confederações: ?Conseguimos ganhar de um adversário que tem talento internacional. Jogadores que atuam na Europa e são experientes. Mas os nossos atletas não se intimidaram nem com o fato de estarem jogando na casa do adversário?, disse. O treinador brasileiro acredita que o amistoso foi importante para se fazer uma avaliação do que os novatos poderiam render: ?Fiquei contente com todos. Acho que a vitória e o futebol apresentado pode nos fazer sonhar alto em termos de uma boa campanha dentro da Copa das Confederações?, finalizou. Com a vitória sobre a Nigéria por 3 a 0, ontem, a Seleção Brasileira voltou a ganhar por três gols de diferença, após quase um ano. Desde 13 de junho de 2002, quando goleou a Costa Rica, por 5 a 2, na Copa, os brasileiros não venciam por vantagem superior a dois gols. Após o jogo com os costarriquenhos, o Brasil venceu a Bélgica (2 a 0), a Inglaterra (2 a 1), a Turquia (1 a 0) e Alemanha (2 a 0), todos pela Copa. Ainda, em 2002, perdeu do Paraguai (1 a 0), na despedida de Luiz Felipe Scolari, e bateu a Coréia do Sul (3 a 2), com Zagallo. Neste ano, já sob o comando de Carlos Alberto Parreira, a equipe nacional tropeçou nos três primeiros encontros. No primeiro deles, ficou na igualdade com a China, por 0 a 0. Depois, perdeu de Portugal (2 a 1), e, no seguinte, só empatou com o México, também por 0 a 0. Após o primeiro triunfo no ano, a Seleção Brasileira volta a jogar no dia 19 deste mês, quando enfrenta Camarões, em Paris (França), em sua estréia na Copa das Confederações. Na seqüência, enfrenta os EUA, no dia 21, e a Turquia, no dia 23, encerrando a participação na fase inicial.

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