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Sele��o enfrenta Camar�es na estr�ia em Paris
Paris, França - Para muita gente, é a primeira e última chance de estar na Seleção Brasileira. Esta é a única certeza dos jogadores que estréiam, hoje, às 16h (de Brasília), na Copa das Confederações. O torneio está mais esvaziado do nunca e passará a ser disputado de quatro em quatro anos. Além disso, não dá dinheiro - principal preocupação das confederações de futebol hoje em dia - e não terá em campo as grandes estrelas das seleções participantes. O Brasil não tem Ronaldo, Rivaldo e Roberto Carlos. A França não conta com Zidane, Trezeguet e Vieira. E até mesmo seleções menores jogam sem ?astros?, como a Turquia (sem Sas, Sukur e Mansiz), os EUA (sem o goleiro Keller) e Camarões (sem Olembe e Mboma). Na estréia do Brasil, os organizadores decidiram por fechar o anel superior do Stade de France para evitar ?brancos? nas arquibancadas. A capacidade do estádio cai então de 80 para 55 mil pessoas - nem mesmo este público deverá ser atingido. Observações Para o Brasil, porém, a Copa das Confederações serve para o técnico Carlos Alberto Parreira definir que jogadores continuarão no elenco durante a saga das eliminatórias para a Copa do Mundo de 2006. O grupo que está na França tem nove jogadores convocados pela primeira vez e a média de idade mais baixa da competição -23,8 anos. Quem for bem, se juntará a partir de setembro aos astros Ronaldo, Roberto Carlos, Rivaldo e outros com lugar garantido no elenco de Parreira. Quem perder a chance, dará um passo atrás. ?Espero não decepcionar?, comentou um dos ?novatos?, o corintiano Gil. A corrida começou quarta-feira passada, no amistoso contra a Nigéria, com vitória de 3 a 0 da seleção. Naquele jogo, os novatos Kléber, Gil e Luís Fabiano, por exemplo, se destacaram. Kléber e Gil seguem no time titular, formando ao lado de Ricardinho o ?melhor lado esquerdo do mundo?, como o próprio Parreira falou na época em que treinava tais atletas no Corinthians. Já o são-paulino Luís Fabiano deu azar. Sentiu a coxa e foi para o estaleiro, perdendo a vaga no time para outro jovem, o atacante Adriano, do Parma. No jogo de estréia, Adriano formará a linha de frente com Gil e Ronaldinho Gaúcho, maior estrela do grupo atual e mais do que garantido até as eliminatórias. O primeiro adversário é a experiente seleção de Camarões, atual campeã africana e olímpica, mas que decepcionou no último Mundial. A seleção principal nunca levou sequer um gol de Camarões - foram vitórias de 3 a 0, na Copa de 94; 2 a 0, em amistoso disputado em Curitiba, em 96; e novamente 2 a 0, na última Copa das Confederações. Mas, apesar do retrospecto, o Brasil teve uma derrota sofrida para Camarões. A seleção olímpica foi eliminada pelos africanos nas quartas-de-final das Olimpíadas de Sydney, no ano 2000. O time era treinado por Vanderlei Luxemburgo, que acabou demitido após o fracasso. Dos jogadores que participaram da campanha na Austrália, estão, hoje, no grupo de Parreira três atletas: Ronaldinho Gaúcho, Alex e Lúcio. Brasil: Dida; Belletti, Lúcio, Juan e Kléber; Emerson, Kleberson, Ricardinho e Gil; Ronaldinho Gaúcho e Adriano. Camarões: Kameni; Geremi, Tchato, Song e Njanka; Ndoumbe, Mbami, Foe e Idrissou; Eto?o e Ndiefi.