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Uni�o S�o Jo�o, de Araras, � hoje o pior time do Brasil
Araras - O pior time do Brasil, no momento, é o União São João de Araras. Não por acaso, mas por colecionar uma série interminável de números negativos dentro do Campeonato Brasileiro da Série B. Ganha em tudo dos outros 23 concorrentes: tem o pior ataque, com nove gols; a pior defesa, com 21 gols sofridos e o pior saldo de gols, 14 (negativo). Após a goleada diante do Náutico, por 4 a 1, sexta-feira, no Recife, igualou uma marca histórica do folclórico Íbis, também de Pernambuco, de 11 jogos consecutivos, em 1981. São nove derrotas seguidas na Série B e mais duas dentro da Repescagem do Campeonato Paulista, diante de América e Ituano. O lanterna do Brasileirinho ainda não somou pontos e desponta como grande favorito ao rebaixamento para a Série C, seguindo os passos de outros paulistas que caíram ano passado: Bragantino, Botafogo e XV de Piracicaba. Há 12 jogos não vence um. Seu último triunfo aconteceu dia 9 de março, quando venceu a Portuguesa de Desportos, por 2 a 1, no Canindé, pela quarta rodada da Repescagem. Em casa a situação ainda é pior: não ganha há sete meses e meio. A última vitória ocorreu, dia 9 de novembro do ano passado, quando venceu o Remo, por 1 a 0, no estádio Hermínio Ometto. Por conta da fraquíssima campanha, o presidente José Mário Pavan dispensou 14 jogadores em menos de uma semana, abrindo a perspectiva para a vinda de reforços. O problema é a falta de dinheiro, que nunca andou tão raro no primeiro clube-empresa do Brasil e exemplo na revelação de craques. O maior nome ainda é Roberto Carlos, do Real Madrid, mas existem outros exemplos como Léo, do Santos; Alexandre, do Atlético-MG; Vágner, do Celta; Lima, da Roma, entre outros. Segundo o dirigente, tudo foi causado pela Lei Pelé que ?privilegiou alguns poucos jogadores e deixou os clubes abandonados?. A crise afeta diretamente o clube, com freqüentes atrasos salariais. O União sempre pagou pouco, mas em dia. A tradição não existe mais. O maior xodó do presidente é o atacante João Paulo, de 38 anos, revelado pelo Guarani, com passagens pela seleção e Itália, que recebe R$ 6 mil por mês. Ele acha que ainda há luz no fim do túnel para o União: ?Nos últimos jogos, fomos muito bem e perdemos por azar?. A primeira chance é o jogo contra o Sport Recife, sexta-feira, às 20h30, em Araras. Será a estréia oficial do técnico Roberto Cavalo. Ele substituiu Luís Carlos Cruz que já tinha entrado no lugar de Paulo Roberto Santos.