Esportes
Santos e Boca come�am a decidir Libertadores
São Paulo - Pela terceira vez em 44 anos de história, a Libertadores terá a repetição de uma final. Santos e Boca Juniors, que jogam a primeira partida, hoje, em La Bombonera, Buenos Aires, às 21h40, revivem no torneio continental deste ano a decisão que fizeram há 40 anos. Em 1963, o time brasileiro chegou ao bicampeonato ao vencer o rival argentino por duas vezes. Na primeira partida, no Rio de Janeiro, o Santos ganhou por 3 a 2, e, na volta, em Buenos Aires, aplicou 2 a 1. A primeira vez que a competição continental teve a reprise de uma final foi em 1971, quando Nacional e Estudiantes voltaram a decidir o título. Os dois clubes também haviam chegado à final em 1969. O Estudiantes levou a melhor na primeira vez e venceu os dois jogos: 1 a 0, em Montevidéu, e 2 a 0, em La Plata. O Nacional deu o troco em 1971, após um triunfo por 2 a 0, no jogo de desempate, em Lima. Em 1996, a Libertadores voltou a reviver uma final entre River Plate e América de Cali. O time argentino novamente, como na primeira vez, em 1986, levou a melhor e sagrou-se campeão continental. Na primeira decisão entre ambos, o River Plate chegou ao título ao vencer os dois confrontos: 2 a 1, em Cali, e 1 a 0, em Buenos Aires. Em 1996, o time argentino perdeu por 1 a 0, fora, mas fez 2 a 0, em casa. Ofensividade Com os três gols marcados quarta-feira, no Independiente de Medellin, o Santos chegou a 29 gols nesta edição da Libertadores. Nenhum clube campeão depois de 1977 marcou mais que 29 gols na competição. O time do Santos que foi campeão continental em 1962, aliás, marcou exatamente 29 gols. A diferença é que o time atual fez 12 jogos até agora, e a equipe de Pelé conseguiu os 29 gols em apenas nove partidas. Desde que a Libertadores adotou seu formato com quatro fases de mata-mata, nenhuma equipe balançou tanto as redes como os novos Meninos da Vila - o time de Leão tem média de 2,41 gols por jogo. Em 14 jogos, o São Paulo de Telê Santana marcou 20 gols na Libertadores-1992, e o Palmeiras de Luiz Felipe Scolari fez 24 gols na edição de 1999. Desde a primeira fase da atual Libertadores, o Santos se destacou pelo poderio ofensivo - marcou 16 vezes na etapa inicial. No mata-mata, fora de casa, fez quatro gols no Uruguai, dois no México e três na Colômbia, comprovando sua fama de jogar bem fora do País. Para o Santos, disputar uma final no La Bombonera lotado com quase 60 mil torcedores é mais assustador na teoria do que na prática. De acordo com o técnico Emerson Leão, o Boca Juniors supervaloriza seu estádio. Nas duas últimas oportunidades em que chegou às finais da Taça Libertadores, o time argentino não conseguiu vencer jogando em seu território. Contra o Palmeiras, em 2000, o Boca ainda precisou de uma ajuda da arbitragem para empatar em casa, por 2 a 2. Na oportunidade, o juiz uruguaio Gustavo Méndez não deu um pênalti claro no volante Fernando. Na partida de volta, no entanto, os argentinos venceram no Morumbi. No ano seguinte, na decisão diante do mexicano Cruz Azul, o time mais popular da Argentina mais uma vez venceu fora de casa (1 a 0), mas depois perdeu no La Bombonera pelo mesmo placar. Acabou sendo campeão nos pênaltis. Para o técnico santista, esses resultados desfizeram um pouco da mística do La Bombonera. ?O que é que o La Bombonera tem que a Vila (Belmiro) não tem. A Vila bate em alguém quando o time vem jogar aqui? Alguma coisa impediu o Santos de perder para o São Caetano (1 a 0, pelo Brasileiro)??, indagou. O Santos vai jogar com Fábio Costa; Reginaldo Araújo, Pereira, Alex e Leo; Paulo Almeida, Renato, Diego e Robinho; Fabiano e Ricardo Oliveira.