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Santos tem hoje o desafio de voltar ao topo do continente

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São Paulo ? O Santos tenta hoje, às 21h40, no Morumbi, voltar ao topo do futebol internacional após 40 anos, mas, estatisticamente, sua missão é bastante difícil. Para ganhar a Libertadores e disputar o Mundial Interclubes, o time da Vila Belmiro precisa vencer o Boca Juniors por pelo menos três gols de diferença no tempo normal, pois perdeu em Buenos Aires por 2 a 0 no jogo de ida. Se vencer por apenas dois gols de diferença, a decisão será nos pênaltis. Desde que a Libertadores passou a adotar quatro fases de mata-mata, em 1988, 42 vezes uma equipe saiu na frente com uma vitória por dois gols de diferença. Em apenas sete dessas oportunidades (16,6%), o perdedor do primeiro jogo conseguiu levar a melhor no confronto. Durante mais de 25 anos, a Libertadores previa partidas de desempate quando cada time vencia um jogo no mata-mata, ignorando totalmente o saldo de gols. Historicamente, uma derrota simples na partida de ida do mata-mata já costuma ser um grande complicador. Dos 164 confrontos desse tipo na fase moderna da Libertadores, 117 (71,3%) foram vencidos pelo time que obteve vantagem no jogo de ida. Só dois clubes brasileiros conseguiram ao longo dos tempos reverter uma situação como a do Santos, hoje. Em 1993, o São Paulo perdeu de 2 a 0 do Newell´s Old Boys, na Argentina, nas oitavas-de-final. No Morumbi, fez 4 a 0. Em 2000, o Palmeiras perdeu de 2 a 0 do Peñarol no Uruguai. Na volta, ganhou por 3 a 1 no tempo normal e por 3 a 2 nos pênaltis. Nas finais modernas, só uma vez um time conseguiu o título após perder o jogo inicial por dois gols de diferença: o Nacional de Medellín devolveu em 1989 um 2 a 0 para o Olímpia e ficou com a taça apenas nas penalidades. Em toda a história do torneio, aconteceram apenas quatro goleadas em partidas de finais. Após 1988, só uma: São Paulo 5 x 1 Universidad Católica, em 1993. Como se não bastasse o simples fato de o jogo de hoje ser o mais importante da história do Santos nos últimos 40 anos, o desafio às estatísticas da Libertadores dão tom ainda mais épico para o vôo santista mais alto depois de Pelé. Vencer por três ou mais gols de diferença pode parecer difícil, mas aconteceu em 17% dos jogos da era Leão no Santos. Desde que o treinador reassumiu o comando do time, em junho do ano passado, foram 64 partidas oficiais. E em 11 delas a equipe conseguiu, no mínimo, o placar que persegue hoje à noite para ser campeã da Copa Libertadores. Sobre o time que começa jogando hoje, Elano volta a ficar de fora após ter se contundido na Colômbia, contra o Independiente de Medéllin, no segundo jogo da semifinal. Sobre o Boca Juniors, o atacante Schelotto, apesar de ter vindo com a delegação ao Brasil, é dúvida para esta partida final. O seu substituto deve ser o meio-campista Villarreal. Santos: Fábio Costa; Wellington (Fabiano), Alex, André Luís (Pereira) e Léo; Paulo Almeida, Renato, Fabiano (Nenê) e Diego; Robinho e Ricardo Oliveira. Boca Juniors: Abbondanzieri; Ibarra, Schiavi, Burdisso e Rodriguez; Battaglia, Cascini, Cagna e Villareal (Schelotto); Delgado e Tevez. Árbitro: Jorge Larrionda (URU). +++ Ricardo Oliveira mais confiante para fazer gols no jogo decisivo São Paulo - Tudo o que o Santos precisa, hoje, são gols e o homem que foi contratado para fazer essa função diz que só agora está realmente pronto. Depois de 38 dias sem jogar e outras duas partidas sem fazer gols, nem brilhar, Ricardo Oliveira avisa que agora estará 100% bem para entrar em campo. Contratado no começo do ano em uma polêmica transação com a Portuguesa, Ricardo Oliveira chegou ao Santos fazendo muitos gols. Foram sete em seis partidas pelo Campeonato Paulista e outros nove em jogos pela Libertadores. Até que sofreu uma contusão no joelho, em confronto com o Cruzeiro, dia 10 de maio, e ficou mais de cinco semanas sem jogar. Voltou contra o Independiente, em Medellín, e jogou contra o Boca, em La Bombonera, mas não marcou. Carlos Braga, médico do Santos, já havia dito que sentiu que Ricardo Oliveira estava com medo de entrar em divididas mais fortes, nas duas últimas partidas. E próprio jogador confirmou. ?É verdade. Devido a algumas dores que eu estava sentindo, eu não me senti tão confiante para algumas divididas mais fortes. Agora estou pronto, fisicamente e psicologicamente, para jogar?, garantiu. Ricardo Oliveira contou que não estava sentindo o problema no joelho quando disputou a partida em Medellín. Tanto que acertou uma bola no travessão, em um chute de fora da área, em um dos melhores ataques do Santos, naquele jogo, pela semifinal da Libertadores. Ricardo Oliveira sabe que são dele os gols que a torcida santista espera gritar, hoje, no Morumbi. Seus lances decisivos eram uma constante no início da Libertadores. Com ele em campo, o Santos fez 22 gols em oito partidas, média de 2,75 por jogo. Nas partidas em que ele não atuou e nas seguintes à contusão, a média caiu para 1,2 (seis gols em cinco jogos). Ele tem certeza de que será um jogo tenso, com os torcedores pensando em gols desde o primeiro momento. Mas Ricardo Oliveira acha que a palavra-chave será paciência.

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