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Futebol brasileiro v� minguar os milh�es

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São Paulo ? O Cruzeiro tinha oferta não confirmada de US$ 4 milhões do Olympique de Marselha por Luisão. E o presidente de honra do clube, Zezé Perrella, está na Alemanha, tentando colocá-lo no Bayer Leverkusen, no lugar de Lúcio, que pode ir para a Roma, da Itália. O sonho de Perrella é dar Luisão como parte do pagamento pelo atacante França, um pedido de Vanderlei Luxemburgo. Renato também pode deixar o Santos, apesar de haver assinado um novo contrato. O Santos é obrigado a liberar Renato desde que apareça uma oferta mínima de US$ 2 milhões pelo jogador. O preço pode parecer pequeno, mas reflete a atual realidade do mercado, segundo a impressão de empresários que atuam na transferência de jogadores. ?Há dois anos, vendi o Fábio Rochemback por US$ 13 milhões e o Geovanni por US$ 18 milhões. Isso não existe mais. Kaká, Diego, Robinho e Luís Fabiano são caros e não vão encontrar mercado. A Europa está se fechando e estou colocando jogadores em mercados emergentes?, diz o empresário Jorge Machado. Os últimos negócios de Machado foram a colocação de Régis, zagueiro do São Paulo, na Rússia; do atacante Alessandro, do Cruzeiro, na Arábia; e também do atacante Leandro Machado, do Flamengo, no México. ?Nenhum deles saiu por mais de US$ 1 milhão e não tem do quê reclamar. O mercado está assim mesmo.? Machado culpa a promulgação da Lei Pelé, que terminou com o passe e definiu que o preço dos direitos federativos dos jogadores são calculados em relação aos salários pagos, pela retração do mercado. ?Os salários no Brasil não são altos e por isso as multas também não são. Então, o time europeu espera acabar o contrato e leva o jogador sem gastar nada. Essa lei serve para a Europa, onde as multas chegam a US$ 30 ou US$ 40 milhões. Aqui, só serve para acabar com os clubes a curto prazo.? As federações européias criaram também regras que diminuem o número de estrangeiros contratados. E a Argentina passou a levar vantagem sobre o Brasil. Há muito mais jogadores que podem ser enquadrados como comunitários por sua ascendência européia. ?É o caso do Milito, que foi para o Real Madrid, por US$ 3,5 milhões?, diz Wagner Ribeiro. ?E mesmo assim, o pedido inicial do Independiente era de US$ 15 milhões?, diz Ribeiro. Ele acredita em um pequeno aquecimento a partir da compra do Chelsea pelo milionário russo Roman Abramovich. ?O Manchester pode contratar o Ronaldinho Gaúcho e, então, com os US$ 30 milhões arrecadados, os franceses do PSG podem buscar alguém no Brasil, por US$ 2 ou US$ 3 milhões. Agora é assim?. Enquanto o mercado não se aquece, acontecem negociações menores. O Juventude vendeu o volante Dionattan para o Acadêmicos de Coimbra, por US$ 600 mil, e Fernando para o Siena, por US$ 200 mil, em troca do empréstimo por um ano.

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