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Amea�a de rebaixamento assusta Gr�mio
Porto Alegre - Deixar para mudar o time no meio do campeonato brasileiro custou caro ao Grêmio, que caiu para a 23ª colocação, na zona de rebaixamento, e não tem conseguido sair dos 19 pontos há duas rodadas. Orgulhosa pela média de um título por ano desde o final da década de 70, a torcida anda ferida e desconfiada de que não há qualidade técnica para a esperada reação. O fantasma da segunda divisão ronda o Olímpico. Os pessimistas vêem semelhanças com a campanha de 1991, quando o clube caiu. Os otimistas preferem citar 1998. ?Naquele ano assumi quando estávamos na lanterna, empatamos cinco jogos e só depois começamos a ganhar?, cita o vice-presidente de futebol Saul Berdichevski. ?O Grêmio classificou-se entre os oito na última rodada e quase eliminou o Corinthians, campeão daquele ano, nos play-offs.? Entre as causas da má fase, admite o dirigente, estão a debandada de Rodrigo Fabri, Ânderson Polga, Amaral e Luís Mário, depois da eliminação da Libertadores, e as suspensões de Christian, até 18 de agosto, e de Gavião, até a metade de setembro. O time passou a ser montado com diversos garotos das divisões de base. E sentiu a pressão por resultados imediatos. Os maus resultados levaram à troca de dois treinadores. Primeiro saiu Tite. Depois seu substituto Dario Pereyra. A missão de salvar o Grêmio agora é de Nestor Simionatto, que chegou falando que o time só vai a algum lugar se recuperar sua cara gaúcha. Ou seja, marcação forte, imposição física e espírito de luta podem ser tão decisivos quanto jogadas geniais de alguns craques que o clube espera ter. A fórmula não funcionou na estréia, quinta-feira, e o Grêmio perdeu de novo, em casa, para o Criciúma, por 2 a 0. A esperança é voltar a vencer quando todos os jogadores maduros estiverem em campo. Berdichevski é homem de fé. ?Em 30 dias o Grêmio sai dessa situação?, afirma. ?Pode cobrar.? Hoje, o time enfrenta o Corinthians, em São Paulo.