Esportes
Brasil decide a Copa Ouro com o M�xico
São Paulo - O Brasil decide neste domingo com o México, no Estádio Azteca, às 14h (de Brasília), o título da Copa Ouro. Os brasileiros estão sendo representados no torneio pela seleção sub-23 ? Olímpica, enquanto os mexicanos estão com a seleção principal. As duas seleções já se cruzaram na primeira fase ? rodada de abertura ? e o México venceu injustamente por 1x0, gol de Borgetti. Esta é a segunda vez que a Copa Ouro é disputada com sedes no México e nos Estados Unidos, o que aconteceu também, em 1993, quando o México foi campeão goleando os Estados Unidos na final por 4 a 0, no Estádio Azteca. O técnico da Seleção Olímpica, Ricardo Gomes, espera que sua jovem equipe mantenha o rendimento que apresentou em Miami, onde se classificou para a decisão com vitórias sobre a Colômbia (2x0) e Estados Unidos (2x1), esta na morte súbita, quando jogar neste domingo na altitude da capital mexicana, na partida final da Copa Ouro. Para o treinador, a distância do nível do mar preocupa mais do que o adversário. ?Quando enfrentamos o México na primeira partida só tínhamos realizado três treinamentos, agora, espero que na final, a equipe tenha um rendimento melhor. Já perdemos para eles, mas agora será diferente. Só me preocupo com a altitude porque a equipe jogou bem em Miami??, disse Gomes depois da vitória da equipe diante dos Estados Unidos. ?Temos que jogar o Pré-Olímpico para garantir a classificação para a Olimpíada de Atenas, e esse torneio é uma boa maneira de ir trabalhando a equipe??, explicou Gomes quando perguntou por que a seleção pentacampeã do mundo participa dessa competição com um time Sub-23. A Seleção Brasileira tem apenas uma dúvida, entre Robinho, que ainda não conseguiu render o seu verdadeiro futebol no torneio, e Ewerton. Brasil: Gomes; Maicon, Luisão, Alex e Adriano; Paulo Almeida, Júlio Baptista, Diego e Robinho (Ewerton); Nilmar e Kaká. México: Sánchez; Briseño, Carmona e Marquez; Valdez, Pardo, Garcia, Arellano e Osório; Bravo e Borgetti. O adversário que todos queriam na grande final Cidade do México - Os jogadores e a comissão técnica da seleção terão pela frente o adversário que queriam na final da Copa Ouro. Desde que terminou o jogo de estréia na competição, que o Brasil perdeu por 1 a 0, todos vinham comentando na concentração que esperavam poder encontrar os mexicanos na decisão do título para corrigir a injustiça que foi aquela derrota. Amanhã, ao meio-dia (14 horas no horário de Brasília), no Estádio Azteca lotado, os brasileiros terão a chance de concretizar a vingança com que tanto sonharam. E com a vontade que os meninos estão, é bom o México se cuidar. ?A gente queria mesmo jogar de novo contra eles, para mostrar que o resultado da primeira partida não foi justo. Sabemos que será uma partida difícil e que teremos de jogar num ritmo mais lento do que mostramos em Miami, mas estamos confiantes?, disse o volante Júlio Baptista. Diego foi ainda mais claro. ?Ficou um gosto amargo daquela derrota. Jogamos muito melhor, criamos várias chances e eles fizeram o gol na única oportunidade que tiveram. Queremos dar o troco neles?, avisou o meia do Santos. O técnico Ricardo Gomes também gostou de enfrentar o México. Ele está revoltado com as facilidades que foram oferecidas aos donos da casa, ao longo da competição, e acha que o título só não será do Brasil se a altitude e o sol forte do meio-dia travarem os meninos. ?Se o time do México jogasse contra nós ao nível do mar, em Miami, não via a cor da bola. Mas não via mesmo. Eles são inferiores aos Estados Unidos, mas contam com a altitude para ajudá-los e ainda colocam o jogo ao meio-dia. Mas tudo bem, confio muito no talento e na vontade dessa molecada?, afirmou o treinador brasileiro. A seleção mexicana foi a única das que passaram da primeira fase que não precisou se deslocar para jogar. Desde a estréia, todos os seus jogos foram no Estádio Azteca. Enfrentou o Brasil, ao meio-dia, na primeira rodada, descansou quatro dias e entrou em campo para enfrentar Honduras sabendo que até uma derrota por 2 a 1 a colocaria nas quartas-de-final. Depois, jogou contra a Jamaica, ao meio-dia, descansou outros quatro dias antes de bater a Costa Rica, por 2 a 0, e agora pegará o Brasil, novamente às 12h. ?O México é o paxá da competição, tudo foi feito para ajudá-lo. Até os Estados Unidos, que também jogavam em casa, tiveram de viajar (saíram de Boston e foram para Miami enfrentar o Brasil, onde encontraram um estádio dominado por camisas amarelas). A altitude é fundamental para eles, porque sabem que ninguém tem tempo de fazer 21 dias de preparação para jogar lá, como manda o figurino. Isso dá raiva?, explicou Ricardo Gomes. O que também dá raiva no treinador, segundo suas próprias palavras, é não ter controle nenhum sobre os efeitos que a altitude de 2.300m da capital mexicana pode ter sobre os jogadores. ?Por mais que a gente estude, por mais que tome precauções, ninguém pode garantir nada. Não dá para prever como será a reação de cada jogador. O Diego, por exemplo, disse que se sentiu bem quando jogou com o Santos contra o Cruz Azul, mas que cansou muito contra o México e Honduras. De repente, o Júlio Baptista, que é um touro, pode sentir alguma coisa e ficar fora. É uma situação complicada.? Pelo que viu do México até agora, o que mais preocupa o técnico brasileiro são os cruzamentos altos para Jared Borgetti - autor, de cabeça, do gol contra o Brasil na primeira rodada. Estádio lotado? Quanto a isso, Ricardo Gomes está tranqüilo. ?Os moleques já mostraram que não se intimidam nunca, em nenhuma circunstância. E eles estão babando de vontade de ganhar o título.?