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Maurren � pega em antidoping

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Principal nome do atletismo nacional, Maurren Higa Maggi, 27, foi pega no exame antidoping durante o Troféu Brasil, realizado em São Paulo, no mês passado. A saltadora teve controle positivo para um esteróide anabólico. Os exames foram feitos no Ladetec, no Rio, único laboratório na América Latina habilitado pelo Comitê Olímpico Internacional para realizar controles. Na ocasião, a brasileira conquistou a medalha de ouro no salto em distância, com a marca de 6,75m. Maurren chegou ao país após uma temporada vitoriosa na Europa. Cansada, desistiu de competir no salto triplo e se concentrou apenas no salto em distância, sua maior especialidade. A defesa da atleta, que foi feita pelo médico Eduardo de Rose, da Comissão Médica da Wada, a Agência Mundial Antidoping, alegou que não houve intenção de uso de substância proibida para melhora de performance. Maurren teria se contaminado após uma sessão de depilação, realizada na véspera da coleta de sua urina. A saltadora teria utilizado um creme cicatrizante, de uso local, que, em contato com o organismo, produziria o metabólito de um esteróide anabólico. A Associação Internacional das Federações de Atletismo ainda não se pronunciou a respeito do assunto. Por enquanto, o caso é mantido sob sigilo. Só após a resposta da Iaaf é que o resultado do exame passa a ser oficial. Caso a Iaaf não aceite a argumentação da atleta, Maurren poderá ser suspensa preventivamente e nem disputará o Pan-Americano de Santo Domingo (República Dominicana), que começa na sexta-feira. A brasileira, favorita ao ouro, já competiria na próxima terça-feira. Nos Jogos de Winnipeg (Canadá), em 99, Maurren despontou como um dos destaques do atletismo nacional, ao conseguir o ouro no salto em distância - buscaria agora o bicampeonato - e nos 100m com barreiras.

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