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Presidente do COB faz avalia��o positiva do Brasil no Pan-2003

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Rio de Janeiro - O presidente do COB (Comitê Olímpico Brasileiro), Carlos Arthur Nuzman, avaliou positivamente, a participação do Brasil nos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo, encerrados domingo, na República Dominicana. Nuzman destacou o crescimento no número de medalhas conquistadas pelos atletas do país em relação a Winnipeg-1999, mas evitou relacionar o desempenho no Pan à melhoria na realidade do esporte brasileiro. ?O número de medalhas não relata a realidade do esporte no Brasil. Se não tivéssemos conseguido superar Winnipeg, não teria sido um desastre, assim, como o fato de termos superado não significa que está tudo perfeito?, afirmou o dirigente, que minimizou as críticas ao baixo nível técnico da competição. Para ele, o evento é um degrau importante na preparação dos atletas. ?Não conheço ninguém que tenha virado campeão olímpico da noite para o dia. Ninguém vai ser campeão olímpico ou mundial sem disputar Jogos Pan-Americanos e Sul-Americanos?, explicou. Mesmo sem o resultado final da contabilidade, Nuzman estimou em R$ 6 milhões o total gasto pelo COB entre viagens e custos operacionais da competição e aproveitou para ressaltar a importância da Lei Agnelo-Piva. ?Os recursos da lei só começaram a chegar às confederações há pouco mais de um ano. Nenhum esporte chega ao topo sem um trabalho de oito a doze anos. Mesmo assim, a lei foi fundamental para o bom resultado aqui, pois nos deu a tranqüilidade de planejar?, comentou o presidente do COB, lembrando que o dinheiro proveniente das loterias federais ainda não é suficiente para transformar o Brasil em uma potência olímpica. O Brasil terminou a sua participação no Pan na quarta colocação, com um total de 122 medalhas ? sendo 28 de ouro, 40 de prata e 54 de bronze, a sua melhor participação na história dessa competição. Organização dos Jogos é criticada Santo Domingo (República Dominicana) - Se foi todo elogios à participação brasileira, o presidente do COB não poupou o comitê organizador do evento de críticas. Carlos Arthur Nuzman mostrou-se aliviado com o final do Pan de Santo Domingo. ?Esses Jogos me lembraram muito as Olimpíadas de 1996, quando no final estavam sendo vendidos distintivos com os dizeres ?Eu sobrevivi a Atlanta?, ironizou o dirigente. ?Se por um lado, o evento surpreendeu em termos de instalações, a maioria delas em excelentes condições, a organização deixou muito a desejar?, completou. Além dos locais de competições, o presidente do COB também gostou muito da Vila Pan-Americana, considerada por ele a melhor da história dos Jogos, e da comida servida aos atletas. ?Eles podem dizer melhor do que eu, mas todas as vezes em que fiz refeições lá, estava muito bom?. Segundo o dirigente, o COB vai divulgar em outubro uma avaliação detalhada sobre o desempenho de cada modalidade no Pan e, a partir dela, fazer um estudo comparativo da evolução de cada uma após a entrada dos recursos. ?É a primeira competição em que todas as modalidades estão participando. Por isso, teremos pela primeira vez a chance de analisar o crescimento de cada uma. Com base nisso, vamos rever os valores percentuais de cada modalidade a partir de agora?, revelou. A meta traçada pelo Comitê Olímpico Brasileiro foi cumprida: superar as medalhas obtidas em Winnipeg-99 e manter a quarta colocação, atrás apenas dos EUA, Cuba e Canadá. Outdoors com o símbolo do Pan de 2007 seriam colocados, ontem, no Rio.

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