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Xadrez j� � praticado em escolas do munic�pio

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Cerca de 15 escolas do município, em Maceió, já implantaram o Projeto Cidadela, da Secretaria Municipal de Educação (Semed), que contempla a realização de oficinas educativas e recreativas para os alunos e pais, bem como para a comunidade carente. Dessas 15 unidades escolares da capital, duas possuem uma oficina de aprendizado do jogo de xadrez, que, inclusive, já revelou ?pequenos grandes mestres? desta prática esportiva. As escolas Zumbi dos Palmares, no Conjunto Rosane Collor, no bairro do Clima Bom, e Jaime de Altavila, no bairro de Santa Lúcia, são as duas privilegiadas neste aspecto. Na Zumbi dos Palmares, o projeto é pioneiro, no que diz respeito à aplicação do jogo de xadrez para os alunos e a comunidade daquela região. Há quase um ano Tudo começou em outubro de 2002, quando o xadrez entrou na escola com o compromisso de ser implantado até dezembro de 2003. ?O xadrez chegou a nossa escola no momento certo, onde é preciso consolidar ações que resgatem a cidadania e a dignidade humana?, salienta o diretor do estabelecimento, Antero Luiz de França. ?Abrimos esse espaço para o projeto como uma experiência, mas está dando tão certo que vamos continuar?, anuncia, acrescentando que o projeto abrange a comunidade do bairro e adjacências. ?Os alunos não são obrigados a estudar na escola?, afirma. Ele explica que a prática do xadrez começou com 79 crianças da comunidade, com idades entre 10 a 16 anos e, hoje, alguns bons frutos já estão sendo colhidos. ?Já temos alguns campeões?, gaba-se o instrutor de xadrez Yuri Miranda, que realiza um trabalho voluntário naquela unidade de ensino. Vale dizer que o professor Yuri é pai do atual campeão alagoano de xadrez, Jaime Miranda, 20. ?O fantástico nisso tudo é que pegamos os alunos totalmente leigos no jogo de xadrez e eles aprendem muito rápido e trazem títulos para o Estado?, observa. Se depender da direção da Escola Zumbi dos Palmares, a nova prática está aprovadíssima. ?Abraçamos esse esporte com muita vontade. Nosso objetivo é incentivar mais e mais os alunos a praticá-lo?, garante, acrescentando que o tabuleiro é emprestado aos alunos para levá-lo para casa. ?Assim, eles não perdem a prática. Podem jogar com os pais, com os vizinhos, etc. O importante é que tenham acesso ao jogo?, salienta Miranda, acrescentando que já tem experiência de outras unidades que não tiveram acesso ao jogo e os alunos não evoluíram tão rapidamente?. Pioneira na inclusão do xadrez como disciplina curricular, entre as escolas de ensino particular de Alagoas, a Escola Criar e Recrear implantou a modalidade em 2001, para as crianças da Educação Infantil e da 1a a 4a séries do Ensino Fundamental. Segundo a diretora do estabelecimento, Delane Medeiros Valente de Lima, o objetivo de incluir o xadrez no currículo dos ?pequeninos? foi proporcionar o desenvolvimento intelectual, o raciocínio estratégico e a socialização da criança. ?O xadrez interfere positivamente no desenvolvimento do raciocínio lógico, na concentração, organização de estratégias e táticas, na tomada de decisões em momentos difíceis, ensinando a ter paciência para agir no momento certo?, justifica. Convergente ?O xadrez é lúdico, desenvolve o prazer de brincar e a socialização da criança?, complementa o professor Gabriel Lopes, responsável pelas aulas de xadrez, às terças e quintas-feiras, na escola. Ele explica que a partir dos cinco anos já há crianças aprendendo a jogar xadrez naquele estabelecimento de ensino. ?As aulas são realizadas nos dois períodos, manhã e tarde?, informa. Aluna da 2a série do Ensino Fundamental, Andressa Gabrielle, 8, é uma das que já aprenderam a jogar xadrez, graças às aulas que tem na Criar e Recrear. Andressa garante que sabe tudo sobre o jogo. Diz os nomes das peças e as movimenta com tanta facilidade que mais parece uma campeã. ?Sei jogar xadrez desde a 1a série e já sei dar o xeque-mate?, orgulha-se. ?Gosto muito do jogo e do professor Gabriel. Só lamento o tempo ser curto para jogar?, opina, acrescentando que vai ensinar a prática do xadrez aos pais. ?Eles ainda não sabem, mas vou ensiná-los?, assegura.

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