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Ronaldinho quer igualar marca de Pel� em gols pela Sele��o

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São Paulo - Astro da atual constelação do poderoso Real Madrid, o atacante Ronaldo fará neste domingo, contra a Colômbia, em Barranquilha, sua primeira partida pela Seleção Brasileira em uma eliminatória para a Copa do Mundo. Apesar de possuir dois títulos do principal torneio do planeta -1994 e 2002, o Fenômeno ainda não teve essa oportunidade. Agora, ela irá acontecer. Faltará motivação? O jogador, que assinou contrato de patrocínio com o Carrefour, diz que não. Tudo porque Ronaldo traçou uma meta ambiciosa em sua carreira. Depois de igualar o número de gols de Pelé em Copas do Mundo, fez oito em 2002 e quatro em 1998 -12 no total -, o atacante quer agora igualar o rei do futebol em gols pela Seleção Brasileira. ?Não tenho pretensão de me comparar ao Pelé. Ele é uma referência. Mas acho que esses números são possíveis de serem atingidos. Será uma motivação ainda maior para disputar essas eliminatórias?, afirmou o Fenômeno. Atualmente, o atacante está com 54 gols em 79 partidas. Pelé fez 95 gols em 114 jogos defendendo o Brasil. ?Vou procurar chegar aos poucos. Seguir jogando pela seleção e fazendo os gols?, disse Ronaldo, que traçou uma meta para essas eliminatórias. Ronaldo quer anotar, pelo menos, 13 gols. Ao todo, se participar de todos os jogos do Brasil no torneio, ele disputará 18 partidas. ?É um número razoável para começar. O Brasil não depende só de mim. Temos outros jogadores de qualidade para fazer os gols?, brincou. O atacante também espera atingir uma projeção feita pelo técnico Carlos Alberto Parreira. Recentemente, o treinador explicou que a Copa do Mundo de 2006 será Ronaldo como foi a de 1970 para Pelé. À época, o rei do futebol teve participação impecável na conquista do tricampeonato mundial. ?Espero conseguir atender essa idéia do Parreira. Mas, no momento, eu penso apenas em jogar futebol e seguir fazendo gols. Tenho muita coisa pela frente. Não sei se essa será, realmente, minha última Copa?, afirmou o jogador, de 26 anos. O Fenômeno não acredita que a Seleção Brasileira terá vida fácil nas eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo. Além disso, ele também lamentou o fato do Brasil, apesar de ter conquistado o título da última Copa do Mundo, terá de passar por essa fase. ?Deveríamos ter esse privilégio, mas preferiram atender o lado comercial de ter o Brasil disputando essa classificatória?, comentou. ?É um torneio muito longo e vamos enfrentar altos e baixos. Não vamos jogar bem sempre. Temos consciência disso?, emendou. Fenômeno já sonha com Olimpíada 2004 São Paulo - Entre os objetivos definidos por Ronaldo para os próximos três anos - se igualar a Pelé em Copas disputadas (quatro) e superá-lo em número de gols pela seleção são alguns deles -, um em especial é mais complicado: ele quer participar dos Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004. Ronaldo não quer falar do assunto antes de sua estréia na Eliminatórias da Copa de 2006. Sabe, que a repercussão poderia desconcentrá-lo do jogo com a Colômbia, neste domingo, em Barranquilla. Até o fim do ano, o Brasil vai realizar quatro partidas pelo torneio classificatório ao Mundial da Alemanha. Por isso, ele desconversa: ?É para pensar nisso no momento adequado.? Em janeiro, a seleção Sub-23, dirigida por Ricardo Gomes, disputa o Pré-Olímpico no Chile, lutando por uma das duas vagas do continente aos Jogos de Atenas. Ronaldo sempre acalentou o sonho de ganhar uma medalha de ouro, que seria inédita, em Olimpíada. Mas vai evitar qualquer polêmica sobre o tema. ?É um objetivo sim, mas não para falar agora.? O artilheiro da seleção no Mundial de 2002 tem se dedicado bastante nos treinos em Teresópolis, inclusive se recuperando de dores nas costas. Ele contou que o técnico Carlos Alberto Parreira não exige que os atacantes marquem a defesa adversária, o que facilita seu desempenho. ?Ele quer apenas que eu me situe entre os dois zagueiros para atrapalhar a saída de bola deles. Me deixa à vontade para criar?, revelou Ronaldo. A preocupação sistemática do treinador em motivar um grupo pentacampeão mundial no início de longa competição para a definição dos participantes da Copa do Mundo de 2006 não incomoda Ronaldo. Ele chegou a dizer que o próprio Parreira já comprovou que existe entusiasmo no time. ?A pequena dúvida dele já se desfez. Há aqui muito jogadores bem-sucedidos dispostos a vencer mais um desafio.? Rivaldo e Kaká vivem situações diferentes São Paulo - Rivaldo e Kaká tiveram de falar quase a exaustão de como lidam com a inusitada situação de gozar de prestígio diferenciado no Milan e na seleção. O primeiro é titular na equipe dirigida por Carlos Alberto Parreira, mesmo em condição física e técnica debilitada. Em contrapartida, ocupa a reserva no clube italiano e não parece otimista quanto a seu aproveitamento pelo técnico Carlo Ancelotti. Exatamente, o contrário do que ocorre com Kaká, a ponto de conquistar uma vaga de titular no Milan e que ainda busca uma posição mais sólida na Seleção Brasileira. Rivaldo foi à final das duas últimas Copas do Mundo. Kaká teve participação discreta no Mundial de 2002, como caçula da equipe. Mas um ano e dois meses depois do pentacampeonato, a dupla se depara com uma competição paralela no Milan. Para Rivaldo, nenhum dos dois é titular no clube. ?O Rui Costa e o Seedorf são os donos da posição que disputamos?, disse Rivaldo. Sempre cauteloso, o craque lembrou que incentivou a comissão técnica do Milan a contratar Kaká. ?Torço por ele.? O ex-artilheiro do São Paulo admitiu que existe uma disputa. ?Há concorrência em todas as áreas. O Rivaldo tem uma história legal e eu busco meu espaço.? Para Rivaldo, o fato de voltar a integrar a seleção pode servir como estímulo para viver uma nova etapa no Milan. Ele agradeceu Parreira pela oportunidade. ?A confiança do técnico é muito importante, ainda mais quando ele sabe que se trata de um jogador decisivo. No Milan, isso não acontece.? O vice-artilheiro do Mundial de 2006 afirmou, porém, que não queria criar polêmica nenhuma com o clube.

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