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Brasil busca vit�ria para ter tranq�ilidade
Manaus ? Uma vitória hoje do Brasil sobre o Equador, pela segunda rodada das eliminatórias do Mundial de 2006, pode ser um forte indício de que a Seleção Brasileira não viverá o mesmo tormento de 2000 e 2001, período em que teve quatro técnicos, em função dos maus resultados sobretudo no torneio que a classificou para a disputa da Copa do Japão e Coréia do Sul. O jogo começa às 21 horas (22 horas, de Brasília), e será disputado no Vivaldão, em Manaus, diante de mais de 35 mil pessoas. Durante os últimos dias, o assunto foi abordado por vários jogadores. Eles querem evitar o sofrimento das duas últimas eliminatórias e a incerteza, então vigente, sobre quem comandaria a equipe na partida seguinte. ?Fazer logo seis pontos em dois jogos vai dar tranqüilidade?, disse Ronaldinho Gaúcho, que volta à equipe após cumprir suspensão de uma partida e atuará em sistema de revezamento com Rivaldo, entre o meio e o ataque. O técnico Carlos Alberto Parreira fez mistério até o último instante. Não quis revelar quem deixaria o time para dar vez a Ronaldinho Gaúcho. Mas a mudança era óbvia: Alex será o substituído. Kaká está cotado para entrar no segundo tempo, assim como Luís Fabiano. Vai depender do desenrolar do jogo. Parreira torce para que o Brasil saia logo na frente e obrigue o Equador a se soltar, a abrir mão da forte retranca prevista. O técnico da seleção equatoriana, Hernán Gómez, torceu o mais que pôde, esperou até o último minuto, mas teve que se conformar em ficar mesmo sem seu principal atacante para a partida de hoje. Apesar do tratamento intensivo, o capitão do time equatoriano, Alex Aguinaga, não conseguiu se recuperar da contusão na perna sofrida no jogo de estréia, quando o Equador venceu a Venezuela por 2 a 0, em Quito. Tenório está mantido no seu lugar. Brasil: Dida; Cafu, Lúcio, Roque Júnior e Roberto Carlos; Emerson, Gilberto Silva, Zé Roberto e Ronaldinho; Rivaldo e Ronaldo. Equador: Ceballos; De la Cruz, Hurtado, Espinosa e Reasco (Fricson Jorge); Obregón, Ayovi, Méndez, E. Tenorio e Chalá; Carlos Tenorio. Árbitro: Luis Vladimir Solórzano (VEN). Cafu e Roberto Carlos centralizam recordes Manaus - Definitivamente foi aberta a temporada de caça aos recordes na Seleção Brasileira. Enquanto Ronaldo está de olho nas marcas de Pelé, Cafu e Roberto Carlos se fixam nos números de partidas que disputaram pelo Brasil. Contra a Colômbia, o lateral-direito completou seu 122° jogo pelo time nacional e agora é o jogador que mais vezes vestiu a camisa de Seleção. Já Roberto Carlos, titular da lateral-esquerda nas duas últimas Copas, entrou no domingo para o seleto grupo de atletas com 100 ou mais jogos pelo Brasil. ?É bom ver os recordes sendo batidos pelos laterais?, afirmou o capitão do pentacampeonato. ?Ultimamente, todo mundo quer bater recordes?, constatou Roberto Carlos, que diz já ter ?avisado? Cafu, 33, para nem cogitar se aposentar antes do Mundial da Alemanha, em 2006. ?Já falei que ele tem que estar com a gente (em 2006). Depois, pode parar?, brincou o astro do Real Madrid que, num tom descontraído, elegeu o novo jogador do Milan um capitão mais apropriado que Emerson, dono da braçadeira às vésperas da Copa de 2002, quando machucou o ombro e acabou cortado. ?O Cafu tem mais jogos, por isso é o primeiro capitão. Mas o Emerson também já ajudou muito o grupo. Os dois são ?chefes-de-garganta?, avaliou Roberto Carlos, com os colegas ao lado. Ao lado de Zé Roberto um dos jogadores mais contestados da seleção de Carlos Alberto Parreira, o volante Emerson, que atua na Roma, da Itália, assume que ?desencanou? de tentar virar o jogo contra os seus críticos. O jogador, que sempre atuou em centros onde uma das principais características das equipes é a forte marcação - começou no Grêmio e passou pelo Bayer Leverkusen, da Alemanha, antes de ir para o calcio -, acredita que nunca vai conseguir ?agradar a todos?. ?O mais importante é o reconhecimento do treinador e dos meus companheiros. Não sou o único a conviver com isso (críticas), mas tenho que mostrar o que já fiz e o que ainda posso fazer pela Seleção?, afirmou o jogador. Quando subiu para os profissionais do Grêmio pelas mãos de Luiz Felipe Scolari, na metade dos anos 90, Emerson já era um marcador, mas atuava com freqüência no apoio ao ataque e na armação das jogadas, qualidades que seus detratores apontam como ausentes em seu atual estilo. ?São épocas e funções totalmente diferentes. Pessoas que dizem que entendem de futebol não sabem o que vêem?, comentou. Segundo o jogador, tanto na época do Bayer como na Roma ele sempre teve liberdade para avançar. ?Mas o Parreira pediu para ficar mais na marcação e, com isso, soltar mais os outros jogadores?, explicou.