Esportes
CRB atinge seu objetivo no Campeonato Brasileiro-S�rie B
JOAO JOSÉ/EDITOR/ESPORTES A participação do CRB, pela 7a vez, no Brasileiro da Série B, foi cercada por grande expectativa, muito antes do início do torneio, havendo descrédito da torcida quanto ao sucesso do time, principalmente porque o clube, como sempre, sem condições financeiras para investir e a incerteza da ajuda da CBF e do patrocínio da televisão. Houve até a ameaça de a competição não ser realizada, por falta de recursos. Passada a turbulência no início, o CRB ingressou no Brasileiro sem o mesmo entusiasmo das vezes anteriores e até mesmo sem um potencial técnico capaz de empolgar, isto é, sem grandes destaques, justamente pela falta de dinheiro para investimentos em reforços de alto nível. ?Começamos logo a pensar que nosso objetivo prioritário era evitar o rebaixamento, levando-se em consideração a falta de recursos para grandes investimentos e os fortes adversários, com folhas mensais três sou quatro vezes maiores do que a nossa?, lembra o presidente José Cabral da Rocha Barros. Terminada a participação no torneio, o CRB cumpriu seu objetivo, mantendo-se na Série B do próximo ano, ficando à frente de grandes clubes e com maiores possibilidades financeiras. Nesta ?empreitada? para levar o time aos resultados necessários, o presidente Cabral convidou o empresário Gustavo Feijó para colaborar no futebol, inclusive apontando reforços e colocando no clube jogadores seus, espalhados pelo Brasil inteiro. Feijó entrou com tudo e de empresário passou até a ser um dirigente do dia-a-dia, face seu envolvimento em todas as decisões do clube, ao lado de outros diretores, Eduardo Toledo e Paulo Trindade. ?Acho que foi a maior responsabilidade que já recebi, desde que comecei a lidar com o futebol. Ganhar a confiança do presidente Cabral, me delegando todos os poderes para dirigir o futebol do CRB, foi, realmente, uma satisfação. O melhor mesmo foi que trabalhei com o objetivo de justificar a confiança recebida e não decepcionar a grande torcida alvirrubra. Dirigir o futebol de um clube da grandeza do CRB não é para qualquer um. O desafio foi aceito e nosso trabalho sempre foi com honestidade e transparência, tanto que até hoje não houve nenhuma contestação por parte de nenhum alvirrubro?, afirmou. Mais longe Gustavo Feijó disse que seu sonho era levar o CRB à classificação para a segunda fase, principalmente depois que a equipe saiu definitivamente da ameaça de descer na tabela. ?Houve muita luta de nossa parte e de toda a diretoria, para o time conseguir uma vaga entre os oito, mas não foi possível, por vários fatores. Acreditamos que os erros foram cometidos dentro de casa, onde o CRB perdeu muitos pontos. Para se ter uma idéia disso, basta dizer que nossa equipe deixou de ganhar 14 pontos nas partidas no Rei Pelé. Numa competição deste tipo, quem não faz o dever de casa, ganhando seus jogos, não consegue sucesso. O exemplo positivo é do Santa Cruz, que não perdeu uma só partida no Arruda e está aí classificado. De qualquer forma, fizemos uma campanha bem razoável, dentro das condições financeiras, onde as receitas quase não existiram, até mesmo nas rendas dos jogos, porque foram bloqueadas pela Justiça?, continuou Feijó. O empresário está absolutamente consciente que um dos fatos positivos na participação do CRB no Brasileiro deste ano, foi o representante alagoano ficar à frente de clubes mais tradicionais do futebol brasileiro, como o Gama, com passagem pela primeira divisão; o União São João, que disputa o Paulistão; o Mogi Mirim e o Caxias. ?Além desses e de outros clubes com poder aquisitivo bem superior ao nosso, podemos citar, por exemplo, que, enquanto o Gama tem uma folha de R$ 120 mil, a nossa que é a menor da Série B, pois não chega a R$ 60 mil?, garante o empresário. Convite Embora convidado para continuar na mesma função, até o final da gestão do presidente José Cabral, em dezembro de 2004, Gustavo não está querendo permanecer. ?Preciso cuidar mais dos meus negócios. Temos uma relação enorme de atletas para trabalhar e o tempo vai ficar curto para a mesma dedicação ao CRB. Vou continuar colaborando na medida do possível, pois não posso deixar o presidente José Cabral, que acima de tudo é um amigo, sem a nossa ajuda. Quero deixar também claro para a torcida alvirrubra e para quem interessar, que o empresário Gustavo injetou recursos no clube, quando foi realmente necessário, e não vai cobrar um centavo e nem acionar a Justiça como já fizeram alguns ex-dirigentes. Emprestamos os recursos, mas sem o CRB ser obrigado a pagar porque fizemos de expontânea vontade. Se algum dia o CRB negociar um atleta e quiser me ressarcir, tudo bem. Do contrário, tudo bem também?, finalizou.