Esportes
Barbosa sugere Alagoano com portões fechados
Presidente do CRB defende a volta do Estadual sem público nos estádios
O futebol não voltará tão cedo. Prova disso é a nova prorrogação das férias dos jogadores por mais dez dias, pela CBF em conjunto com os clubes que disputarão o Brasileiro das Séries A e B. O novo prazo para as férias coletivas vai até o dia 30 abril. A Federação Alagoana de Futebol (FAF) também suspendeu as competições.
Presidente do CRB, Marcos Barbosa foi o representante do clube na reunião que aconteceu de forma online. Em entrevista à Gazeta de Alagoas, ele disse: “Não foi acordado nada, apenas que iriam adiar por mais dez dias. Nada para ajudar os clubes. A não ser que tenha que pedir para ser antecipada, mas ninguém quer pedir”, disse o cartola.
Outro ponto que Barbosa mencionou foi a realização do Brasileirão até meados de janeiro ou fevereiro de 2021, e ele ressaltou que o mais importante é o término do campeonato. “Se atrasar, pode ir até dia 20 de dezembro e os clubes da Série B disseram não ter problema algum, querem que tenham as 38 partidas. Pode ser até janeiro ou fevereiro, mas querem todos os jogos. O importante é terminar”, pontuou.
Além das férias estendidas pela CBF, a FAF, na noite dessa terça (14), prorrogou novamente a suspensão do Estadual, também para o fim do mês. Mas Marcos Barbosa crê que o Alagoano poderá retornar, mas com portões fechados e abastecido com máscaras e álcool em gel.
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“Se podem ter 500 pessoas num supermercado, sem máscaras, pode o vírus contagiar alguém! E o Trapichão, com menos pessoas? Porque só irão trabalhar os funcionários do Rei Pelé, os jogadores e a polícia. E para as pessoas trabalharem, de acordo com as necessidades, teria álcool em gel nos vestiários e uma enfermeira para ajudar os clubes. Poderia recomeçar o Alagoano com portões fechados. Faltam apenas oito partidas para terminar a competição”, sugeriu Barbosa.
Ainda sobre a decisão do presidente da FAF, Felipe Feijó, o mandatário do Galo mostrou-se contrário. “Nós somos filiados à FAF e não fomos chamados até agora. O presidente deveria chamar os clubes para se reunir, de portas abertas, somos em dez, então a FAF tem um local com muitas janelas e portas, daí poderia ser aberta ao diálogo entre os clubes e o presidente [da FAF]. Ele foi precipitado antes de conversar com os clubes”, encerrou.
* Sob supervisão da editoria de Esportes.