Esportes
CSA busca estabilidade dentro de campo
Ataque azulino parece ter encontrado o caminho dos gols na temporada, antes da pausa do futebol
O esporte mais popular do mundo foi posto ao chão pelo coronavírus, que causou a paralisação de vários campeonatos pelo mundo. E, obviamente, nos campeonatos no Brasil, e, claro, em Alagoas. A Gazeta de Alagoas traz a segunda matéria, desta vez com o CSA – na semana passada foi a vez do CRB – para relembrar aos torcedores azulinos como estava sendo a campanha do Azulão antes da parada.
O início de ano do time marujo era bastante promissor, sendo a equipe alagoana com mais destaque nacional nos últimos anos. Mesmo com o rebaixamento da Série A em 2019, o CSA se manteve confiante na atual temporada em conseguir um novo acesso para a elite do futebol brasileiro. Para tal, o Azulão do Mutange contratou nada menos do que 23 reforços para a temporada. Porém, o elenco não representou a grandeza do clube e não teve os resultados que era esperado.
Voltemos um pouco no tempo, ao início da temporada. O CSA se reforçou bastante para 2020. Além dos atletas, o Azulão, no início do ano, trouxe o técnico Maurício Barbieri, mas o treinador não agradou muito, mesmo tendo conseguido duas vitórias no Alagoano, e foi demitido após seis jogos comandando o time: duas vitórias, um empate e três derrotas. Uma das derrotas provocou a eliminação precoce do CSA na Copa do Brasil, perdendo por 2x1 para o Vitória-ES.
Após os seis primeiros jogos do Azulão na temporada, a diretoria resolveu mudar o treinador. Eduardo Baptista foi contratado para assumir o clube após o primeiro “Clássico das Multidões” do ano, que terminou no empate por 1x1. Baptista não teve muito tempo para trabalhar e reconhecer a equipe. No primeiro duelo do técnico à frente do novo clube, o CSA não saiu do empate por 1x1 com o CSE.
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Depois desse empate, o Azulão entrou numa sequência de três derrotas seguidas sendo duas pelo Nordestão, que afundou mais ainda o time marujo na classificação do Grupo B. O que mais preocupou foi como o CSA perdeu de maneira apática, em casa, para Bahia e Botafogo-PB. O presidente do clube, Rafael Tenório, se exaltou com o time, ameaçando dispensar os “medalhões” do elenco, criando uma tensão dentro do Mutange.
Se nas competições fora do Estado o time marujo não foi bem das pernas, no Alagoano começou a todo gás, liderando nas primeiras rodadas, mas acabou caindo do 1° lugar para o Murici. Até a pausa do campeonato, o CSA residia na 3ª posição, com dez pontos, mesmo número que seu arquirrival, o CRB, mas perdendo no saldo de gols.
Entretanto, nos últimos jogos antes da paralisação, o Azulão veio crescendo dentro de campo. Em três jogos, marcou oito gols e levou apenas um, sendo na derrota contra o Fortaleza por 1x0. O CSA despertou contra o Coruripe, ganhando de lavada, por 4x0. A partida deu esperança de que o time voltaria a engrenar bons resultados. E no último duelo antes da pausa, o time marujo voltou a mostrar um bom futebol, goleando por 4x0 o Freipaulistano.
O ataque azulino parece ter escutado as duras críticas do próprio presidente e da torcida. Rodrigo Pimpão, finalmente, começou a despontar, marcando seus primeiros três gols no Campeonato Alagoano. O atacante é um dos artilheiros do time na temporada juntamente com o ponta-direita Allano, que fez cinco gols com a camisa azul e branco em 2020. Outra peça importante no ataque do CSA é Rafael Bilu, que vem se destacando pelo lado esquerdo do campo.
No meio-campo, o Azulão parece ter encontrado peças definitivas para compor o elenco titular. Jean Cléber, Renatinho e Yago são nomes praticamente fixos nas escalações de Eduardo Baptista. O trio gira bem o jogo, mantendo a bola e articulando jogadas.
Já na defesa, o destaque é o goleiro Thiago Rodrigues, 31 anos, que foi o salvador do CSA em muitas partidas. A zaga azulina, composta por Luciano Cástan e Alan Costa, ainda apresenta inconsistências, deixando espaços abertos para a infiltração dos adversários. Um ponto positivo para o CSA foi na redução nos gols tomados. Em sete jogos sob o comando de Baptista foram seis gols sofridos, três a menos nos seis jogos comandados por ele.
* Sob supervisão da editoria de Esportes.