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Nogueira ‘resgatou’ Didira do Rio Grande do Norte para o CSA

Vítima fatal da Covid-19, subtenente era querido no CSA e repleto de amizade com o ex-meia azulino

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Querido no CSA, subtenente José Nogueira faleceu no dia 25 de abril, vítima da Covid-19
Querido no CSA, subtenente José Nogueira faleceu no dia 25 de abril, vítima da Covid-19 -

O novo coronavírus é implacável. Não distingue as pessoas, ataca todos de maneira incisiva e brutal. Em Alagoas, os casos já passam dos 1.800 (são 1.867) e 98 óbitos, até essa quinta-feira (7), segundo os números da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), e a tendência é que este número aumente nos próximos dias.

Entre as vítimas da Covid-19 está um torcedor apaixonado pelo CSA: o subtenente da Polícia Militar da reserva, José Romildo Nogueira da Silva, de 56 anos, que faleceu com a doença no dia 25 de abril.

Apenas ‘Nogueira’ como era conhecido, se tornou figura conhecida e querida no Azulão, clube que tanto amava. O amor pelo clube era gigante, tanto que colocou seu filho para jogar nas categorias de base do clube, como relembra Alexandre Targino, ex-dirigente do CSA e que era grande amigo de Nogueira. “Nogueira era um cara bem querido. Onde chegava sabia fazer amizade. Não era pelo fato de ser militar que colocava autoridade, pelo contrário. Ele gostava da brincadeira. Os próprios jogadores brincavam com ele. Nogueira era um homem de bem”, afirmou Alexandre. “Ele agora vai ficar nos nossos pensamentos, na história, as viagens e as brincadeiras. Ficarão como recordação”, completou.

AMIZADE COM DIDIRA

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Uma história bacana que Alexandre ressaltou é sobre a amizade que surgiu entre Nogueira e Didira, ex-jogador do ASA e CSA, sendo ídolo tanto do Fantasma quanto do Azulão. “Ele fez uma grande amizade com Didira. Sempre que o CSA jogava na Série B ele ia. Quando o Azulão jogava em Arapiraca ele dormia na casa do Didira”, contou Alexandre Targino. “Quando tinha jogo no interior ou fora do Estado, lá para Fortaleza, Itabaiana, Aracaju, sempre íamos. Ele no carro com o filho, e eu com meu pai e amigos”, concluiu Alexandre. O amigo de longa data ainda confessa à proximidade de Nogueira com sua família, a ponto de chamar o pai de Alexandre, Sílvio Targino (também ex-dirigente azulino), de “tio Sílvio”, sempre procurando saber sobre a família do amigo.

DIAGNÓSTICO DE CÂNCER

No final de 2019, em dezembro, veio o baque: Nogueira foi diagnosticado com câncer. Com a imunidade baixa, em meio à pandemia do novo coronavírus, o torcedor querido não acabou resistindo devido às complicações que a Covid-19 causa.

Didira, outro grande amigo de Nogueira, jogador do CSA entre 2016 e 2019, diz que considerava o azulino como alguém da família de tão próximos que ficaram. “Conheci ele num jogo, através de outro amigo. Começamos a ter uma amizade, no fim do jogo saímos para comer uma pizza. Construímos uma amizade muito boa, parecia família. Tínhamos um carinho muito grande pelo outro, era um cara sensacional”, revelou Didira, em entrevista à Gazeta de Alagoas.

O BUSCOU NO ABC-RN

Atualmente como meia do Santa Cruz, Didira conta que a história mais marcante com Nogueira foi quando o amigo foi buscá-lo do ABC-RN para jogar no CSA. “Ele foi me buscar do ABC para vir para o CSA. Tinha conversado com o Oliveira Canindé (ex-treinador do Azulão) sobre a minha volta, então, foi onde marcou para mim. Ele me deu uma força muito grande. Foi onde tive minha volta, conquistei muitas coisas no CSA, e ele foi parte fundamental nisso tudo”, concluiu Didira.

* Sob supervisão da editoria de Esportes.

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