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Sindicato relata dificuldade de atletas durante a pandemia

Presidente Jorge Borçato diz que teve clube em Alagoas que, simplesmente, abandonou os jogadores: “Difícil até para se manter”

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Palmeira dos Índios, 01 de fevereiro de 2020
Lance do jogo entre CSE e CRB. Partida válida pela 2ª rodada do Campeonato Alagonao de 2020, realizada no Estádio Juca Sampaio em Palmeira dos Índios. Alagoas – Brasil.
Foto: Ailton Cruz
Foto: ©Ailton Cruz
Palmeira dos Índios, 01 de fevereiro de 2020 Lance do jogo entre CSE e CRB. Partida válida pela 2ª rodada do Campeonato Alagonao de 2020, realizada no Estádio Juca Sampaio em Palmeira dos Índios. Alagoas – Brasil. Foto: Ailton Cruz Foto: ©Ailton Cruz -

A paralisação do futebol deixou muitos profissionais em situação complicada. Em Alagoas, sem atividades desde 16 de março, por causa da pandemia do novo coronavírus, teve clube que optou por rescindir os contratos dos jogadores. Enquanto a bola não volta a rolar, os atletas estão desamparados.

Presidente do Sindicato dos Atletas de Alagoas, Jorge Borçato conversou com o GloboEsporte.com e criticou a conduta de clubes do interior alagoano. Ele evitou falar o nome das equipes, mas relatou a situação.

“A gente está na luta para os clubes honrarem aquilo que está no contrato. Alguns clubes fizeram coisas que a gente não esperava. Tem clube que suspendeu os contratos dos jogadores, com a promessa de reativar lá na frente, mas não se preocupou de que forma o jogador vai sobreviver até lá”, afirmou Borçato,dizendo que alguns atletas tiveram que se virar para ajustar as contas.

“Tem jogador que foi recorrer ao auxílio emergencial do governo, mas teve o pedido negado. Os clubes alegam que não têm condições de pagar o salário, mas será que não podem ajudar o cara a se manter?”, questionou o presidente do sindicato. “Dá, pelo menos, um auxílio alimentação para o cara!”, emendou Jorge Borçato.

AJUDA DA CBF

“Teve clube que recebeu R$ 120 mil de ajuda da CBF (caso de Coruripe e Jaciobá, representantes de Alagoas no Brasileiro aa Série D) e paga aos caras apenas 15 dias de março, quando tinha que pagar os meses de março e abril. Rescindiu os contratos dos caras prometendo que vão voltar a jogar no Brasileiro. Tinha jogador com quatro meses de contrato a cumprir ainda. O cara aceita receber apenas 15 dias por questão de sobrevivência...”, afirmou.

MEDIDAS

Perguntado quais medidas o sindicato adotou para minimizar a crise, Borçato explicou. “Então, nós pedimos ao nosso Departamento Jurídico para procurar os clubes e há uma promessa de pagamento de abril, pelo menos”.

O sindicalista também elogiou os clubes que procuraram o sindicato para buscar um entendimento com os atletas. “O CSE procurou a gente, se comprometendo a tentar resolver a situação, mas outros clubes do interior não fizeram contato. CSA e CRB entraram em acordo com seus jogadores e estão numa situação tranquila. Então, a gente parabeniza a atitude desses dirigentes que tiveram hombridade para honrar seus compromissos”, encerrou Jorge Borçato.

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