Esportes
Corinthians paga salários com cortes
Situação gerou surpresa e preocupação nos funcionários do clube, segundo relatos dados à reportagem.
No fim de abril, o Corinthians definiu que faria um corte de 50% a 70% nos salários de seus funcionários a fim de evitar demissões e tentar controlar as contas, estas fortemente atingidas pela paralisação do futebol em consequência da pandemia do coronavírus.
À época, os dirigentes explicaram que a redução não afetaria àqueles que recebiam até R$ 3 mil. A informação passou a sensação de segurança para este grupo de empregados. Mas, na verdade, a redução não teve exceções. Todos foram atingidos, inclusive os que que recebem até R$ 3 mil. A situação gerou surpresa e preocupação nessas pessoas, segundo relatos dados à reportagem.
Ao ouvir também dirigentes competentes pelas diretrizes adotadas pelo clube, a reportagem apurou que o clube tem honrado com sua parte nos pagamentos, que vão de 30% a 50% dos vencimentos. Os funcionários em questão devem receber outra parte por meio do auxílio emergencial do Governo Federal, previsto na Medida Provisória 936/20. Há um fator importante neste ponto que explica o motivo do Corinthians ter garantido há pouco mais de um mês que os funcionários com os menores salários não seriam atingidos.
A Gazeta Esportiva apurou que o clube pretende completar o salário de quem ganha até R$ 3 mil. Este complemento não está previsto na Lei e tira qualquer obrigatoriedade do clube. Mesmo assim, internamente há a intenção e o reforço da tese de que as pessoas que recebem até R$ 3 mil não vão sofrer com cortes.
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A dinâmica dos pagamentos deve ocorrer de forma segmentada. O clube deposita sua parcela e os funcionários recebem o compromisso do Governo em outra data e de maneira direta, sem participação do empregador. Na sequência, o Corinthians faz o complemento, sempre após o depósito do Governo.