Esportes
Dirigente do Jaciobá critica liberação de treinamentos
Vice-presidente do Conselho Deliberativo, Guiseppe Gomes disse que deixou posição do clube bem clara numa reunião com os outros times e a FAF
A liberação das atividades esportivas para os clubes que disputam a Série A do Campeonato Alagoano não foi bem vista por todos. Na terça-feira (23), ASA e Murici se manifestaram contrários ao retorno dos treinamentos das equipes. Nessa quarta-feira (24), foi a vez de o vice-presidente do Conselho Deliberativo do Jaciobá, Guiseppe Gomes, se posicionar como mais um dos dirigentes que são contrários a esse retorno.
"De forma nenhuma [favorável ao retorno do Estadual]. Inclusive deixei a posição do Jaciobá bem clara numa reunião que houve com os clubes e a FAF. A gente reconhece a importância do Alagoano, mas existem competições mais importantes, como as Olimpíadas, Fórmula 1 e NBA, que foram adiadas", disse ele, à Gazeta de Alagoas.
Na última terça-feira (23), o boletim da Secretaria de Saúde de Pão de Açúcar confirmou que existem 208 casos na cidade. Longe da capital e sem estrutura para comportar o grande número de infectados, Guiseppe diz que a realidade no interior é diferente.
"É caro [para fazer testes] e ainda tem a dificuldade da distância para a capital. Jogadores de CSA e CRB vêm para Maceió e ficam em apartamentos com a família. Aqui, não temos essa estrutura. Nós colocamos jogadores numa pousada", disse.
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Assim como outros clubes alagoanos, o Jaciobá perdeu patrocínio e desfez contrato com jogadores. Agora, o time conta com a ajuda de empresários e até com o apoio do xará, o Azulão, para formar o plantel da Série D do Campeonato Brasileiro.
"A gente não vê motivo nenhum para contratar 20 ou 30 atletas para fazer dois jogos, até porque o plantel que pensamos para o Estadual é um e o da Série D é outro. Alguns clubes, como o CSA, também ofereceram jogadores por empréstimo, mas tudo em relação à Série D", explicou.
Em reunião, Guiseppe afirmou que chegou a sugerir que o Estadual tenha continuidade no final do ano, próximo à realização da Copa Alagoas. Assim, o elenco montado teria mais partidas para disputar. Ele comentou, ainda, que considera a ideia de jogar apenas no Estádio Rei Pelé como inviável.
"Nós, do interior, vamos correr o mesmo risco ao colocar 40 pessoas dentro de um ônibus para ir. Há a questão de também ter uma ambulância nos jogos, quando várias pessoas estão sofrendo com essa pandemia".
Guiseppe ainda lembrou que boa parte dos atletas contratados é de outros estados e, por isso, seria difícil de trazê-los agora, já que o risco de contaminação é alto. Além disso, ele afirmou que, no momento, futebol não é essencial.
“Futebol é entretenimento e acho que não é o momento para isso. Algumas pessoas tomam a Europa como exemplo, mas nós não somos eles. O Brasil não está preparado para isso", finalizou.
* Sob supervisão da editoria de Esportes.