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Esportes Marcelo Cabo, no CT do Galo: totem de álcool em gel, máscaras de proteção ao entrar e sair, além de água e sabão

Azulão e Galo voltam aos treinamentos com adaptações

Ambos os clubes retornaram às atividades presenciais nesta semana e com novo formato de treinos

Por jean nascimento | Edição do dia 27/06/2020 - Matéria atualizada em 25/06/2020 às 18h48

Marcelo Cabo, no CT do Galo: totem de álcool em gel, máscaras de proteção ao entrar e sair, além de água e sabão

“Novo normal”, a expressão da moda durante a pandemia do novo coronavírus entrou em campo e serve também para o futebol. Atletas, comissão técnica, diretoria e funcionários acostumados com abraços, disputas de bolas e contato, também dentro de campo, tiveram que se adaptar à atual realidade devido à Covid-19.

O que era permitido e comum antes, hoje não é mais. Treinos coletivos, agarra agarra dentro da área, abraços após os gols do “rachão” não podem acontecer.

Dito isto, como está a rotina de treinamentos presenciais nos dois maiores clubes de Alagoas? CSA e CRB retomaram os treinos em seus Centros de Treinamentos na última terça-feira (23), após liberação do governo do Estado no decreto válido até o próximo dia 30.

A Gazeta de Alagoas conversou com as duas agremiações, via assessoria de imprensa, para saber como estão os trabalhos no Ninho do Galo e no “Nelsão da Via Expressa”. O novo decreto o governo permite a retomada apenas dos clubes que disputem competição Estadual e nacional, desde que cumpram o protocolo de higienização.

No CT regatiano, totem de álcool em gel, máscaras de proteção ao entrar e sair da casa regatiana, água e sabão, utilização do mesmo uniforme durante a permanência no local, entre outras medidas de segurança foram tomadas. Do lado azulino, as orientações são semelhantes.

Além disso, ambos testaram para Covid-19 seus jogadores, comissão técnica e funcionários nas últimas duas semanas. No Azulão foram dez infectados constatados na primeira testagem, mas assintomáticos e em fase final da doença. Já no Galo da Praia, sete jogadores e um funcionário tiveram resultado positivo para o novo coronavírus. Estes, inclusive, já recuperados após nova testagem negativa, segundo nota oficial do Regatas publicada na quinta (23).

Em campo, os desafios são ainda maiores. Como um esporte de contato poderá implantar as ordens de distanciamento social? Segundo orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e Ministério da Saúde a distância mínima deve ser de 2 metros. Pois é, eles conseguiram!

Seguindo orientações do técnico Marcelo Cabo e do preparador físico Tiago Melsert, o Galo trabalha em estações dividindo seus atletas em dois grupos, com cerca de dez integrantes por horário. Vale ressaltar que o tempo de permanência de cada grupo em campo é de uma hora.

Nos treinos, cada atleta realiza o trabalho e somente ao finalizá-lo um novo atleta inicia aquele fundamento. Entre as atividades realizadas (técnica e física) estão as jogadas de bolas aéreas que contam apenas com três atletas, enquanto os demais fazem outros trabalhos ao redor do campo respeitando o distanciamento social e a divisão entre si.

No Azulão, o cenário é semelhante. Comandados por Eduardo Baptista e a comissão técnica, os atletas cumprem o protocolo e, dentro das quatro linhas, realizam fundamentos como domínio de bola, passes, aceleração e mudança de direção. Além dos treinamentos físicos.

Sobre a primeira semana de treinos, o lateral direito Léo Príncipe disse que é uma alegria imensa retornar a campo após uma longa espera. “Era o que todos nós queríamos durante estes três meses, já que ficamos esse tempo todo em casa sem fazer nada. É uma experiência diferente, pois ninguém nunca ficou três meses sem jogar futebol e sem o contato do dia a dia. É uma alegria enorme retornar aos treinamentos e ter o convívio com os amigos”, disse Príncipe.

* Sob supervisão da editoria de Esportes.

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