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Parreira minimiza os dois trope�os da Sele��o

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São Paulo - Os empates contra Peru, domingo, e Uruguai, quarta-feira, custaram à seleção brasileira o aproveitamento de 100% em 2003 pretendidos por Carlos Alberto Parreira e a liderança das eliminatórias sul-americanas. O técnico, porém, minimiza os tropeços e diz aos que cobram ?ousadia? que esta virá, nas no ?momento certo?. ?As eliminatórias têm dois anos e meio de duração e 18 jogos. Como dizíamos no começo do trabalho, não sei se o time que vai começar a competição vai ser o que vai terminá-la. São dois anos e meio, muita coisa pode acontecer. E as coisas vão acontecer sem pressa. É uma eliminatória muito longa, é uma responsabilidade muito grande, estamos trabalhando com uma seleção pentacampeã do mundo e não vamos ter medo de ousar na hora certa, no momento apropriado?, disse o técnico, que evitou citar mudanças que eventualmente possa fazer no time. E, de certa forma, as palavras do técnico têm coerência. O próximo jogo do Brasil, contra o Paraguai, em Assunção, ocorrerá apenas em 30 ou 31 de março de 2004, daqui a mais de quatro meses. Um ponto que Parreira já adiantou que precisa ser corrigido é o posicionamento do Brasil para evitar os gols de bolas aéreas. Os cinco tentos que a seleção sofreu na competição até aqui surgiram de cabeçadas. ?Só estamos tomando gols de bolas aéreas, o que mostra que o sistema de marcação está funcionando. Nenhum time conseguiu fazer tabelas e marcar gols contra a seleção. O que temos de corrigir, isso está muito claro, são essas jogadas de bola aérea dentro da área?. Para Carlos Alberto Parreira, apesar de não ter obtido os três pontos, o Brasil sai com ?coisas bastante positivas? do quarto jogo das eliminatórias. ?Jogamos para frente o tempo todo, como é próprio do futebol brasileiro e poderíamos ter saído daqui com uma bela vitória?, disse o técnico. ?Nosso trabalho foi bem-feito? Foi. As circunstâncias do jogo, às vezes, impedem que a melhor equipe dentro de campo saia vencedora. O melhor time em campo, infelizmente, não soube manter a vantagem?. Ele acrescentou que o Uruguai teve sorte. ?O Uruguai não nos surpreendeu em nenhum momento. O dono do jogo foi o Brasil. Nós sabíamos como eles jogavam e conseguimos neutralizar até um momento de absolutamente sorte nos gols. Os gols acabaram acontecendo por falhas nossas, evidentemente?, completou.

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