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Verd�o quer manter pol�tica para a S�rie A
São Paulo - A campanha sem percalços na divisão de acesso deu força à filosofia implantada por Mustafá Contursi. Segundo a reportagem apurou, o projeto é ter na elite um time ?bom e barato?, à semelhança do que ocorreu quando a Parmalat encerrou sua parceria com o Palmeiras, em 2000. Se na temporada 2003, Jair Picerni se contentou com os até então anônimos Carlos Castro, Lúcio, Elson, André e Marcinho quando pedia estrelas como Adhemar, Guilherme e França, o Palmeiras-2004, já na Série A, não deverá ser diferente. A idéia é renovar com Marcos, cujo contrato vence no fim de junho, e manter Picerni, cujo contrato expira em 31 de dezembro. Mustafá Contursi explicou que vai convidar o treinador a seguir no Parque Antártica. ?Ele fica ou não é uma decisão que não depende apenas de mim, tem que ver se ele Picerni quer seguir. Mas minha filosofia é manter treinador. Estou satisfeito e vou trabalhar para que ele fique?, afirmou o Cartola, que ficou em São Paulo e viu o jogo contra o Sport de sua casa, sozinho. A intenção da diretoria é ter praticamente o mesmo elenco. As exceções devem ser o volante Adãozinho, o zagueiro Dênis, e o meia Elson, que não aprovaram, e o goleiro Sérgio, que dificilmente ficará se Marcos renovar. ?Vamos prestigiar o grupo que recolocou o Palmeiras no seu lugar com folga. Não temos razão para mudar?, ressaltou Contursi. Os entraves para a repetição do time vencedor da série B podem estar no Oriente. Picerni já recebeu sondagem do Japão e a dupla de ataque Wagner e Edmílson despertou interesse dos asiáticos. Botafogo Logo após a equipe ter garantido a vaga na Série A, o presidente do clube carioca, Bebeto de Freitas, preferiu um discurso ?pés no chão? ao celebrar a histórica vitória diante do Marília, por 3 a 1. ?O time conseguiu em campo voltar para a primeira divisão, mas o clube ainda não chegou lá. Agora, a nossa missão será esta?, esclareceu Bebeto, há um ano no time. ?Agora, vamos atrás de patrocinadores fortes. Também tentaremos construir o nosso centro de treinamento e viabilizar um estádio maior?, afirmou o dirigente. O clube vive a maior crise de sua história. O Botafogo deve cerca de R$ 100 milhões e está sem patrocínio há cerca de seis meses. A Companhia Botafogo, empresa aprovada pelos sócios para gerenciar os negócios do clube, ainda não entrou em funcionamento porque os balanços financeiros dos últimos anos desapareceram.