Esportes
Forasteiros formam a base da equipe mineira
Belo Horizonte - Após 32 anos de espera, Minas Gerais pode voltar a ter neste domingo, com o Cruzeiro, um time campeão brasileiro. Os protagonistas da glória - que será sacramentada com uma vitória diante do Paysandu -, no entanto, não têm o característico sotaque mineiro. Dos 24 times que disputam o Brasileiro-3, o Cruzeiro é o segundo que usou menos jogadores nascidos no Estado de sua sede (só perde para o Figueirense). Dos 34 atletas escalados pelo carioca Vanderlei Luxemburgo até o momento, só cinco são de Minas Gerais, o segundo Estado mais populoso do Brasil. O maior time da história do Cruzeiro, montado nos anos 60, era totalmente diferente do atual no aspecto procedência. Praticamente todos os astros da equipe que derrotou o Santos de Pelé na decisão da Taça Brasil de 1966 eram mineiros. Tostão nasceu em Belo Horizonte, assim como, o atacante Natal. Dirceu Lopes é de Pedro Leopoldo, Piazza, de Ribeirão das Neves, e Procópio, de Salinas. Agora, o Cruzeiro tem uma verdadeira salada de sotaques. São dois estrangeiros - o atacante colombiano Aristizábal e o volante chileno Maldonado. Contando só os jogadores que atuaram pelo Nacional, o Cruzeiro teve atletas de 12 estados diferentes. O exército maior é de paulistas. Na Toca da Raposa, são nove atletas da unidade da federação mais populosa do País. Do Rio, são cinco atletas, o que significa um empate com os locais. Do Paraná vem o maior astro do time - o meia Alex, nascido em Curitiba. O clube tem ainda, entre outros estados, jogadores de Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Tocantins e Santa Catarina.