loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Esportes

Esportes

Ex-craques tentam explicar a decad�ncia do futebol carioca

Ouvir
Compartilhar

Rio de Janeiro - O ano de 2003 mostrou um dos piores momentos do futebol do Rio de Janeiro nos últimos tempos. Na Primeira Divisão, o Flamengo realizou uma campanha medíocre, Vasco e Fluminense ainda têm chance de serem rebaixados e o Botafogo disputa a Série B. Já foi o tempo que os grandes clubes estavam entre os maiores candidatos aos títulos e os clubes de menor investimento eram fábricas de craques. Mas parece que essas fábricas estão fechando as portas. Atolados em dívidas e esbarrando na falta de estrutura, muitos clubes considerados pequenos sequer possuem times para disputar algumas competições. A sua maior fonte de sustento, a formação de jogadores, não existe mais. Cabe a essas agremiações contar com a boa vontade dos grandes. O Olaria, que revelou Romário nas categorias de base, disputou a Série C do Campeonato Brasileiro com jogadores e comissão técnica emprestados de graça pelo Vasco. América e Bangu, que figuraram por muitos anos na Primeira Divisão, tiveram péssima campanha na Terceirona. Parece que o futebol carioca tem cada vez menos a capacidade de formar craques. ?Eu fico muito triste vendo isso tudo, pois além de ainda continuar no futebol, vivi num tempo em que tínhamos os quatro clubes grandes e outros considerados pequenos, mas sempre fortes. E hoje, onde eles andam? Nem da Série C o Madureira participou. América e Bangu não passaram da primeira fase. Bonsucesso e Campo Grande estão na Terceira Divisão do Rio de Janeiro. Cadê o São Cristóvão??, indagou Zagallo, atual coordenador técnico da Seleção Brasileira, formado pelo América no fim da década de 40. Outro personagem do futebol brasileiro, Dario também apareceu no futebol por meio do Campo Grande, no ano de 1965, na categoria juvenil. Dadá Maravilha também se mostrou desanimado com o estado a que os clubes pequenos estão relegados, mas lembrou que eles ainda têm muito a contribuir para a melhoria do futebol do Rio de Janeiro. ?É preciso que se olhe para os pequenos, porque o jogador desses clubes muitas vezes passa fome e quando tem uma boa oportunidade corre atrás dela como se fosse um prato de comida. Os times grandes do Rio estão contratando atletas de nome, mas cansados. Atualmente quem faz jogador é empresário e não mais o clube?, disse o ex-atacante. Investir nos clubes de menor estrutura, portanto, é fundamental. O ex-jogador Jorginho, que antes de chegar ao Flamengo passou pelas divisões de base do América, acredita que essa é a saída para o início de uma recuperação estrutural do futebol carioca. ?Os clubes pequenos não têm mais receita para fazer um trabalho de base, estão investindo e perdendo jogadores. Poucos têm um trabalho de base consistente, a não ser que haja um empresário injetando dinheiro. Além disso, os jogadores formados nesses clubes não assinam contrato e logo se transferem?, explicou. A atual administração do futebol do Rio também pode ser um fator prejudicial ao crescimento dos clubes de menor investimento. Segundo alguns ex-jogadores, os recursos estão sendo mal aproveitados. ?É preciso moralizar os dirigentes. O jogador não confia neles e se sente pressionado?, afirmou Dadá. ?Falta seriedade por parte dos comandantes. Existem recursos rodando, mas são utilizados em benefício próprio?, completou Jorginho. Zagallo também ressaltou a necessidade de valorização dos clubes de menor investimento a partir de mudanças no comando do futebol carioca. ?Tem que começar tudo do zero?.

Relacionadas