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Brasil defende lideran�a contra o Uruguai
Concepción, Chile - A Seleção Brasileira Sub-23 realiza neste domingo a sua terceira partida no Pré-Olímpico do Chile, sendo seu adversário o Uruguai. Será disputada no Estádio Municipal de Concepción, às 17h (de Brasília). Os brasileiros já realizaram dois jogos, goleando a Venezuela na estréia, quarta-feira, por 4x0, e vencendo o Paraguai, sexta-feira, por 3x0. Os uruguaios, por sua vez, perderam na estréia para a seleção chilena, por 3x0. Na rodada de terça-feira, o Brasil estará de folga, somente voltando a campo na quinta-feira, para cruzar com o Chile. Com os resultados da segunda rodada, o Brasil soma o mesmo número de pontos que o Chile, mas lidera o grupo pelo saldo de gols: 7x6. A outra partida deste domingo é Paraguai x Venezuela. Para terça, a tabela determina Uruguai x Venezuela e Chile x Paraguai. Já no grupo B, dois jogos estão programados para essa segunda-feira, em Coquimbo: Equador x Peru e Colômbia x Bolívia, folgando a Argentina. Na quarta-feira, jogam Argentina x Equador e Peru x Bolívia, folgando a Colômbia. A última rodada será na sexta-feira, com Argentina x Colômbia e Equador x Bolívia. Desta vez quem folga é a seleção do Peru. O primeiro colocado de cada grupo se classifica automaticamente para a fase final, enquanto o segundo do A pega o terceiro do B, e vice-versa, em busca das duas últimas vagas. O quadrangular decisivo será disputado entre os dias 21 e 25, no sistema todos contra todos, sendo que os dois primeiros vão para as Olimpíadas. O técnico Ricardo Gomes considerou boa a atuação da equipe, coletivamente falando, mas deve ser forçado a fazer uma modificação, com a contusão do meia Elano. ?O time esteve mais solto contra o Paraguai e teve competência para estabelecer o placar, que poderia ter sido até mais elevado. Para enfrentar o Uruguai e tentar continuar invicto na competição, o Brasil deve jogar com Gomes; Maicon, Edu Dracena, Alex e Maxwell; Paulo Almeida, Fábio Rochemback, Wendell e Diego; Robinho e Dagoberto Capitão Edu Dracena já sonha com o troféu Concepción - Dois jogadores disputavam o posto de capitão da Seleção Brasileira Sub-23, que disputa o Pré-Olímpico do Chile: o zagueiro Edu Dracena, do Cruzeiro, e o volante Paulo Almeida, do Santos. O primeiro levou a melhor e tem a incumbência de liderar a equipe dentro de campo. ?Sou experiente neste tipo de função?, brincou. ?Fui capitão do Guarani durante dois anos e desempenhei a função em outras equipes de base da seleção?, continuou o jogador, que faz dupla de área com Alex. Para Dracena, dependendo do grupo, o capitão pode ser uma ?figura decorativa?. ?Se todos brigarem e tiverem a preocupação de orientar os demais, teremos onze capitães em campo. E isso seria ótimo?, justificou. Então, o que faz um capitão quando o mesmo tem a ajuda dos companheiros? ?A gente sorteia o lado do campo e levanta a taça no final da competição?, disparou. ?Aliás, já estou pensando na volta olímpica?, emendou. Perguntado se não estava sendo prematuro, Edu Dracena foi taxativo. ?De jeito nenhum. Acho importante traçar metas, objetivos. Isso nos motiva e o rendimento acaba sendo maior. Quero muito receber o troféu e levantá-lo. Seria um dos meus melhores momentos no futebol?. Bem-humorado, o defensor exibiu a tatuagem no braço direito que tanto o orgulha. Com letras chinesas, Dracena desenhou em sua pele as letras JNRA. ?Homenageei meu pai (João Luís), minha mãe (Neusa) e meu irmão (Renato). O ?A? simboliza o amor?, explicou. ?Escolhi essas pessoas porque são as mais importantes na minha vida. Jamais colocaria o nome de uma namorada, por exemplo. A gente pode terminar a relação e aí eu danço?, salientou sorrindo. Rochemback Último jogador a se apresentar ao técnico Ricardo Gomes, Fábio Rochemback chegou decidido a Concepción, cidade do Chile que abriga o Brasil na primeira fase do Pré-Olímpico. Rochemback não participou de toda a preparação brasileira devido a um acordo entre a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e o Sporting. O clube europeu liberaria o jogador somente após o clássico do último domingo, contra o Benfica. ?Fiquei feliz que as partes se entenderam. Tenho agora outra boa opção?, garante o técnico Ricardo Gomes. Toda a família de Rochemback deixou o Brasil para acompanhar o atleta. ?O meu final e começo de ano tem sido muito corrido. Felizmente, agora, tudo está em ordem. Minha única preocupação será classificar a seleção para a Olimpíada de Atenas?, finalizou o atleta. Chutões para a zaga Concepción - O velho bordão do futebol - bola para o mato que o jogo é de campeonato -, será a tônica da defesa brasileira durante o Pré-Olímpico do Chile. O técnico Ricardo Gomes, ex-zagueiro do Fluminense e da própria seleção, não quer que a dupla de zaga formada por Alex e Edu Dracena saia jogando quando tomar a bola dos adversários. Na primeira partida válida pelo torneio, contra a Venezuela (vitória por 4x0), os defensores não economizaram chutões. Ordens do comandante. ?A nossa movimentação, pelo menos na etapa inicial, não foi boa. Por isso, demos muitos chutões. Embora, o Edu (Dracena) e o Alex tenham qualidade, é melhor rifar a bola do que tentar sair jogando?, justificou Gomes. Os jogadores aprovam a determinação do treinador. Aliás, para Alex, a determinação não é novidade. O camisa três revelou que Émerson Leão, do Santos, também não gosta que os zagueiros tentem jogadas de efeito. ?Ele pede para a gente chutar também?, afirmou. ?E não tem essa de jogar feio não. No Pré-Olímpico, se a gente sofrer um gol, pode ser difícil buscar a virada. Temos que garantir lá trás, porque o ataque, que é bom, sempre vai fazer um ou dois gols?, continuou. De acordo com Alex, a forte marcação venezuelana obrigou a defesa brasileira a despachar muitas vezes a bola. ?Eles não davam espaço. Então, o jeito era dar bicos?, finalizou.