Esportes
Atletas de p�lo esperam por nova convoca��o
Já em São Paulo, transferidas em definitivo para o Clube Paineiras, as irmãs Daniella e Isabella de Grandi vivem agora a expectativa de uma nova convocação para a Seleção Brasileira juvenil feminina de pólo aquático, que em março deve participar de um torneio no Havaí e que contará, ainda, com a participação da Austrália, Japão, Estados Unidos e Canadá. Elas se juntam a Yasmin Ribeiro, que desde o meio do ano passado já reside naquele Estado, só que na cidade de Guarulhos. Todos ex-alunos do Colégio Marista, principal foco desta modalidade em Alagoas, também se transferiu para o Sul o atleta Jeancarlo, irmão das gêmeas. Mês passado, até para marcar a despedida destes atletas, houve, em Maceió, uma clínica, em que foram abordados a iniciação a este esporte, o treinamento de equipe, além da parte da arbitragem. Vieram dar as instruções os técnicos Frank Diaz e Antônio Canetti, o árbitro Dênis Damennon e a diretora de pólo da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos, Marisa Tonetti Roriz. Outro detalhe é que foi aberta, aqui, a observação para o Pan-Americano de 2007, que será disputado no Rio de Janeiro. Opiniões Para participar da clínica, em Maceió, a delegação brasileira foi composta por 13 atletas. O técnico Antônio Canetti, do Flamengo, disse que para o pólo aquático evoluir no país é necessário mais divulgação. ?Hoje não temos mais do que 12 clubes em atividade, no Brasil. Destes, a maioria está concentrada no eixo Rio-São Paulo?. Frank Diaz, um cubano que no dia 18 de dezembro fez cinco anos que está no País, ressaltou que a prata ganha no Pan da República Dominicana, ano passado, é uma demonstração que o pólo brasileiro está no caminho certo. Para Marisa Roriz, começar o trabalho de observação de valores em Maceió foi importante não só para prestigiar a cidade que deu para a Seleção Brasileira juvenil três atletas, mas também porque é preciso abrir o leque de análises. ?Após o vice-campeonato no Pan, o Brasil atingiu o 8º lugar no ranking mundial. Porém, isso ainda é pouco para quem pretende ir para uma Olimpíada. É necessário, portanto, massificar mais para que haja renovação no pólo aquático nacional. E isso está sendo constatado aqui, distante do Centro-Sul?. A diretora de pólo da CBDA frisou que outro ponto importante para estas ações no Norte e Nordeste é que se abre mercado para os técnicos desta modalidade. ?No que se refere às categorias de base, o nível é elementar em praticamente todas as regiões. Portanto, para crescermos é preciso fazer esta garimpagem. Num segundo momento, buscarmos resultados, a exemplo do que foi obtido no Pan. A partir daí, uma coisa será imprescindível para sustentarmos o crescimento técnico: patrocínio?. Sobre a atacante de meio, Yasmin, participou de campeonatos brasileiros tanto da categoria juvenil quanto adulto. No primeiro, conseguiu a medalha de bronze. Além disso, foi campeã paulista na categoria acima da sua. Daniella, jogadora de centro; e Isabella, ponta-esquerda, também fizeram parte do elenco que ficou em 3º lugar no Rio de Janeiro. Sobre Jeancarlo, é um atacante ainda infantil.