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CSA quer dinheiro do Inter para honrar compromissos

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Como mantém uma despesa mensal em torno de R$ 20 mil com jogadores e funcionários, o CSA só vê uma saída para honrar seus compromissos: correr atrás do dinheiro que o Internacional/RS deve, ainda por conta da transação envolvendo o volante Geninho e os meias Cleiton e Rubiano. O montante é superior a R$ 120 mil, valor que seria suficiente para a diretoria planejar o futebol até o início do Campeonato Alagoano da Segunda Divisão. Nessa competição, o time azulino vai enfrentar uma maratona de jogos para tentar ganhar o título para retornar à divisão de elite do futebol alagoano em 2005. Deve ser confirmada a viagem de um dirigente a Porto Alegre, nos próximos dias, para efetuar a cobrança diretamente ao presidente Fernando Cardoso, mas se o clube gaúcho continuar mantendo essa postura de não pagar o que deve, o CSA não terá outra opção, a não ser denunciar o Internacional na Confederação Brasileira de Futebol e na Fifa para tentar receber os valores devidos. Outras preocupações da diretoria são com as freqüentes ações trabalhistas, envolvendo jogadores e ex-funcionários. Alguns jogadores profissionais com passe preso ao clube estão sendo negociados, por empréstimo, como forma de aliviar as despesas. O lateral Cristiano, irmão de Souza, vai para a Portuguesa Santista e o apoiador Edmílson pode ser emprestado ao América (RJ), dirigido, hoje, por Robertinho. Já o meia Da Silva foi liberado para o Guarani, de Campinas. Como o CSA só terá competições oficiais a disputar a partir do dia 4 de julho, data marcada para começar o Estadual da Segunda Divisão, as decisões mais importantes foram adiadas. Os dirigentes, que estarão reunidos, amanhã, ainda lamentam a decisão de terça-feira, do Conselho Arbitral, que derrotou a proposta da Federação Alagoana de Futebol, sugerindo o início da competição para maio. A direção azulina não comentou mais a decisão dos clubes no Arbitral e agora espera que a Federação seja rígida na aprovação dos estádios para a disputa da Segundona. O CSA acha que não houve consenso no Arbitral e promete reivindicar o máximo de organização na realização da competição.

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