Esportes
Federa��o rejeita absolvi��o de atleta brasileira
São Paulo - A Federação Internacional de Atletismo (Iaaf) revelou ter mantido a suspensão de dois anos à saltadora Maurren Higa Maggi. Agora, o caso vai ser levado para julgamento na Corte de Arbitragem do Esporte (CAE), tribunal ligado ao Comitê Olímpico Internacional (COI), em Lausane, na Suíça. A suspensão foi mantida pela Comissão Antidoping da Iaaf. A decisão será agora encaminhada ao conselho da entidade, que é formado por 27 integrantes, entre eles, Roberto Gesta, presidente da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), que defende Maurren. O conselho, em reunião prevista até o dia 30 deste mês, receberá ainda a orientação para encaminhar o caso para a instância final, a Corte de Lausane, onde Maurren terá a última chance de conseguir (ou não) a sua absolvição. Como os julgamentos demoram cerca de seis meses, a brasileira tem chances muito remotas de ir aos Jogos de Atenas. ?Em Lausane, a Maurren pode ser suspensa por dois anos ou ser absolvida de vez. Não tem meio termo. Mas caso a decisão seja a suspensão, há casos em que a Iaaf pode amenizar a pena?, explicou o advogado Luciano Hostins, que pode ser o advogado da atleta. A direção da CBAt foi pega de surpresa pela notícia. Mas disse que o Conselho da Iaaf dificilmente discorda da Comissão Antidoping. O presidente Roberto Gesta viaja dia 16 para Atenas, local da reunião. Em sintonia A Corte do Esporte julga casos do atletismo desde 2002. E, normalmente, segue a decisão da entidade, no caso, a Iaaf. Maurren está suspensa preventivamente desde 1º de agosto de 2003, quando seu exame antidoping deu positivo para a substância proibida clostebol na disputa do Troféu Brasil, em São Paulo, em junho do ano passado. Segundo a atleta, a substância apareceu em seu organismo por ela ter usado o creme Novaderm depois de uma sessão de depilação a laser. Ela está treinando em Monte Carlo e morando com o piloto de F-1, Antonio Pizzonia, seu noivo. Enquanto o sofrimento de Maureen prossegue, Osmar Barbosa dos Santos, nos 800m, e Jadel Gregório, no salto triplo, conquistaram as únicas medalhas do Brasil no Campeonato Mundial Indoor de Atletismo, em Budapeste, na Hungria. Jadel garantiu a medalha de prata no salto triplo com a marca de 17m43 e ocupa o segundo lugar do ranking da Iaaf. Já Osmar marcou 1min 456s26, garantindo o terceiro lugar e deixou para trás três dos mais importantes meio-fundistas da atualidade - o marroquino Amine Laalou, que ficou em quarto, e os quenianos William Yampoy e Joseph Mutua, respectivamente quinto e sexto. Este foi o melhor resultado do Brasil em Mundiais desde 1987.