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Nº 5717
Esportes

“Exclu�dos” desfiam farpas contra Felip�o

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Por | Edição do dia 11/04/2002 - Matéria atualizada em 11/04/2002 às 00h00

São Paulo - A seleção “família”, criada por Luiz Felipe Scolari,  que fala em grupo, amizade e  bom comportamento fora de  campo, vem provocando mal-entendido e aborrecendo jogadores que ficaram fora da lista  para o amistoso contra Portugal e  não irão à Copa do Mundo. Alguns, que sempre se encaixaram perfeitamente no ‘esquema’ de Scolari – ao contrário de Romário – e contavam com a simpatia do treinador, como Jardel, Cris, Juninho Pernambucano, Elber e Tinga, não vão à Coréia e ao Japão. Eles consideraram normal num País com tantos bons jogadores, se não tivessem, de certa forma, uma garantia do chefão. E muitos, irritados, deixaram a diplomacia de lado para criticá-lo. “Estou decepcionado, porque venho trabalhando há quatro anos para ir à Copa. Uma vez, quando o Felipão ainda treinava o Cruzeiro, me disse que, se um dia fosse para a seleção, contaria comigo”, afirmou Juninho Pernambucano, pondo em discussão os critérios do treinador. “No ano passado, estava há quase seis meses sem jogar e ele me levou para a Copa América, demonstrando confiança. Mas não comecei nenhuma partida, entrava só no segundo tempo e ele não pôde me observar”. Agora, que vive boa fase no Lyon, não é chamado. O péssimo desempenho do time na Copa América afastou vários atletas, como Eduardo Costa, Guilherme e o próprio Juninho. O meia lembrou que o goleiro Marcos e o volante Emerson, por exemplo, participaram da competição e, mesmo assim, estão no Mundial. “O Júnior, do Parma, é outro em quem ele confia”. O lateral, contudo, não vem tendo boas atuações na Itália. Ironia Tão aborrecido quanto Juninho está Jardel, que declarou, na semana passada, que tem de se “machucar e parar de fazer gol para ser convocado”. O maior artilheiro da Europa no ano, com 35 gols, quis ‘cutucar’ o treinador por ter convocado Ronaldo, que quase não jogou em 2002 e ainda não marcou nenhum gol. Elber, a exemplo de Romário, sentiu na pele o quanto é ruim desagradar a Scolari. No ano passado, o Bayern de Munique não o liberou para um jogo das Eliminatórias e para a Copa América, alegando que ele estava contundido. O atleta seguiu as ordens e não se apresentou. Nunca mais foi chamado. “Depois desse problema, ele percebeu que não iria mais à seleção. Está conformado”, disse José de Souza, pai do atleta. Quem poderia imaginar que o fiel escudeiro Cris, do Cruzeiro, estaria fora da Copa? Quase ninguém, nem ele. O zagueiro se nega a tocar no assunto. Não quer se exceder, passar dos limites e se comprometer, embora esteja irritadíssimo. Ainda tem esperança.

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