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Arnon apoia criação de liga independente da CBF

Amante também do futebol, ele já foi presidente do CSA, onde conquistou o vice-campeonato da Conmebol, em 1999

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Vice sênior da NBA para a América Latina, Arnon de Mello apoia criação de uma liga para o futebol brasileiro
Vice sênior da NBA para a América Latina, Arnon de Mello apoia criação de uma liga para o futebol brasileiro -

Em entrevista à Veja, edição deste mês, o vice-presidente sênior da NBA para a América Latina, Arnon de Mello, explicou o sucesso do campeonato de basquete entre os jovens. Amante também do futebol, em meio à discussão da criação de uma liga independente da CBF, ele crê que este seja o único caminho para a redenção do esporte nº 1 do Brasil.

“Tenho certeza disso. Digo com conhecimento de causa. O fator primordial para que a proposta (da criação da liga no futebol) saia do papel é a união dos clubes. O futebol precisa ser uma plataforma de entretenimento e conteúdo”, disse.

Segundo Arnon de Mello, o sucesso da NBA existe porque o foco da liga está no digital e que a série de Michael Jordan na Netflix, The Last Dance, ajudou. “Fizemos parcerias com a Marvel e o Gaules, famoso streamer brasileiro de games na Twitch. Houve uma quebra de paradigma. Antes dizíamos ao torcedor: ‘Venha nos encontrar em nossa casa’. Hoje é: ‘Queremos ir até você’”.

Neste mercado, Arnon lembrou que o Brasil sempre está entre os líderes de seguidores nas redes sociais. “Temos 12 lojas, somos o segundo país com mais inscritos no app NBA League Pass. Em 2016, tínhamos 21 milhões de fãs no Brasil. Agora são 44 milhões”, destacou.

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Sobre o fato de a NBA politizar o esporte, ao contrário de outras ligas, ele revelou que os jogadores da liga sempre foram engajados com as causas sociais. “A NBA entende o papel que tem dentro da sociedade e não se esconde”, observou. “Colocamos o lema Black Lives Matter (Vidas Negras Importam) na quadra, os nomes das vítimas de violência policial nas camisas, ajoelhamos no hino. Isso dá orgulho”, completou.

Ao ser questionado sobre quem deveria ser o CEO da liga, Arnon respondeu à Veja: “Ele não deve estar associado a um clube, pois tira a credibilidade. É preciso olhar para fora e trazer uma pessoa do mercado, alguém que tenha visão de futuro”.

Segundo ele, vários clubes brasileiros podem se tornar uma marca global, mas isso passa por fortalecer o campeonato. “Chelsea e Manchester United se tornaram gigantes na Ásia porque a Premier League cresceu. Eu já disse isso à CBF. É absurdo a entidade não ter um escritório no exterior. A NBA tem treze”, encerrou.

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