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Santos desafia retrospecto com “time de aluguel”

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Santos (SP) - É inegável que o Santos está mais forte, mas se em 2002 ele conseguiu colocar a casa em ordem adotando a política de revelação de jogadores e assim, além de conquistar um título inédito deixou para trás um passado negro em termos de formação de equipes, dois anos depois sua diretoria desafia o retrospecto de um clube que historicamente não se dá bem com ?contratações de risco?. A análise se aplica de maneira clara, pelo menos, às duas últimas décadas - ainda que o Alvinegro praiano tenha chegado ao troféu do Campeonato Paulista (1984) e da Copa Conmebol (1998) neste período. Se em 2004 os dirigentes da Vila Belmiro trouxeram para o litoral nada menos do que 12 jogadores - desses Doni e Robson já se foram - cuja maioria tem vínculo de apenas 12 meses, o mesmo, ou quase isso, aconteceu sem render os resultados esperados nos anos de 2001, 2000, 1998, 1992 e 1983. Atletas como Ricardo Rocha, Marcelinho Carioca, Velloso, Rincón, Márcio Santos, Valdir, Valdo, Zé Sérgio, Paulo Isidoro, Argel, Athirson, Lúcio, Aristizábal, Claudiomiro, Eduardo, Lula e tantos outros exploraram o time do litoral paulista por um curto espaço de tempo. Mas o máximo que deixaram, além daquelas taças, foi a ira da torcida por exemplo no Estadual de 1999, quando parte destes atletas vencia o Palmeiras até o final da partida e permitiu a virada nos últimos minutos, vendo os rivais chegarem à decisão contra o Corinthians. Depois de se reerguer com o auxílio dos atletas de base (leia-se o boom provocado pelo surgimento de Diego, Robinho e Alex, principalmente), o Peixe volta a arriscar com os acertos, por exemplo, de Lopes, Preto Casagrande, Basílio, Paulo César e, mais ainda, de Alcides, que assinou apenas até junho e de Leandro Machado, com acordo de sumários três meses. O primeiro resultado, negativo por sinal, foi a eliminação do time no Paulista, desejo do presidente Marcelo Teixeira e uma das causas que o fizeram reforçar a equipe para a atual temporada. A extensão dos fracassos ganha espaço com as primeiras rodadas do Campeonato Brasileiro. Veladamente, dirigentes apontam o elenco enxuto de 2003 como motivo da perda do Nacional por pontos corridos para o Cruzeiro, e assim justificam as contratações para 2004. Mas eles não escondem que a Lei Pelé atualmente é o vilão que obriga os clubes a adotarem tal procedimento nas negociações. ?O futebol mudou e a história do passado já não existe mais. Há dois caminhos: profissionalizar e descobrir talentos na base. O outro é agregar valores ao que já existe. Foi o que fizemos?, comenta o gerente santista Ilton José da Costa. ?Tínhamos uma equipe jovem com certas deficiências e o que fizemos foi adequar o time às necessidades. Hoje infelizmente a lei não nos permite fazer contratos longos?, finalizou.

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