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Ceaf admite: faltam �rbitros no futebol de AL

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FERNANDA MEDEIROS Árbitros de futebol parecem ser um produto em extinção em Alagoas. A constatação é da Comissão Estadual de Arbitragem de Futebol (Ceaf/AL), que revela estar precisando desses profissionais do apito para preencher seu quadro atual e ter condições de atender à demanda nos jogos promovidos, sobretudo, pela Federação Alagoana de Futebol (FAF). ?Atualmente, só temos 53 árbitros em nosso quadro, isso contando com os do quadro da CBF e da Fifa. É um número relativamente pequeno, tendo em vista o número de jogos que há durante e nos fins de semana, nas categorias profissional e amador?, revelou o presidente da Ceaf/AL, Sebastião Canuto. Segundo ele, muitos desses ?homens de preto? exercem outras atividades, alguns são militares e também estudam. Precisam estar ?livres? nos horários estabelecidos por seus respectivos empregos e universidades, para desenvolver as obrigações fora das quatro linhas. ?Por isso, é preciso dobrar esse número, para que possamos promover rodízios nas escalações desses profissionais, já que eles têm suas atividades extracampo e, às vezes, são obrigados a faltar ou mesmo ficar sobrecarregados. Aí, vem o desgaste natural?, analisou Canuto. Ele tem razão. Com o desgaste natural que ocorre entre os apitadores, em função de a escala se tornar repetitiva, a qualidade técnica do profissional cai. Não foram poucos os dirigentes de clubes que reclamaram da atuação dos árbitros neste Campeonato Alagoano. CRB, Corinthians e Bom Jesus, por exemplo, foram os clubes que mais reclamaram acerca da atuação da arbitragem, este ano. Prova disso foi que os dois jogos finais da decisão do título, foram comandados por árbitros de fora, a pedido do Corinthians. Fernando Rogério, Jorge Luiz da Silva e Hércules Martins são os árbitros mais escalados para comandar os jogos. Já na categoria assistente, os que estão na lista dos mais escalados são José Jaime Bispo, Edésio Fernandes, Admilson de Lima e Ticiana Falcão. Os dirigentes reclamam da repetição nas escalas, mas segundo a Ceaf, no momento, é o que há de melhor no futebol de Alagoas, já que o quadro atual está muito reduzido. Curso Justamente para aumentar o número de apitadores, a comissão de arbitragem promove, a cada dois anos, um curso de arbitragem, para quem deseja se tornar um profissional do apito, seja na função de árbitro central ou assistente. ?O curso é realizado uma vez no ano. Este ano, já era para ter iniciado no mês de fevereiro. Infelizmente, até o momento, ninguém apareceu para se inscrever?, lamentou o presidente da Ceaf. Será que ninguém mais quer ser árbitro de futebol em Alagoas? Será que pelo fato de o futebol da terrinha estar com um baixo nível técnico, os candidatos a esta profissão estão desmotivados? Canuto não acredita nessa hipótese e afirma que quem deseja seguir a profissão tenta atingir o seu objetivo de qualquer maneira, mesmo porque, dependendo da capacidade deles, podem ser escalados para apitar jogos fora do Estado, se estiverem no quadro da CBF. ?Nós fizemos um chamamento na imprensa e nos cursos de Educação Física, sobre a realização do curso, mas ninguém se interessou. Apareceram poucos candidatos. Acho que precisamos divulgar mais o curso. Aí, os candidatos aparecerão. Por isso, as inscrições foram prorrogadas até o dia 28 deste mês, ao preço de R$ 20, na FAF?, avisou. Quem é quem De acordo com ele, dos 53 árbitros existentes na FAF, seis são árbitros centrais do quadro da CBF: Fernando Rogério, Flávio Feijó, Hércules Martins, Jorge Luiz da Silva, Rosivaldo Aureliano e Sivaldo Silva. Nove são assistentes do quadro da CBF: Afrânio Almeida, Carlos Jorge Titara, Edésio Fernandes, José Jaime Bispo, José Magno Tenório, Otávio Correia, Pedro Jorge Santos, Admilson de Lima e Fernando Maciel. Apenas um é árbitro assistente da Fifa e é do sexo feminino: Ticiana Falcão. O veterano assistente José Elias Guedes não é mais do quadro da CBF, pois tem 45 anos e ultrapassou a idade limite de figurar neste quadro. Há também 11 árbitros centrais do quadro especial da FAF, ou seja, que são aspirantes ao quadro básico da CBF; sete árbitros assistentes do quadro especial da FAF; três árbitros centrais que pertencem ao quadro A (que só apitam jogos amadores e podem atuar como quartos árbitros em jogos profissionais); um árbitro assistente do quadro A; e 15 do quadro B (árbitros centrais e assistentes, que trabalham exercendo as duas funções, em jogos amadores e são avaliados pela comissão, considerando a função em que melhor se adaptam).

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