Esportes
MP da Suíça pede prisão de presidente do PSG
Justiça também pediu a prisão de Jerôme Valcke, ex-secretário geral da Fifa
O Ministério Público da Suíça pediu 28 meses de prisão para o presidente do Paris Saint-Germain e da empresa beIN Media, Nassar Al-Khelaifi, e 35 meses para Jerôme Valcke, ex-secretário geral da Fifa. Ambos são suspeitos de um “acordo corrupto” para que a beIN Media obtivesse os direitos de transmissão das Copas de 2026 e 2030.
Desde 2015, a Justiça da Suíça investiga uma série de escândalos no futebol mundial. No primeiro julgamento do caso envolvendo os dirigentes, o Tribunal Penal Federal da Suíça alegou que Valcke apoiou a atribuição dos direitos de transmissões à beIN Media em troca de uma mansão na Itália, no fim de 2013. Valcke admitiu que pediu ajuda a Al-Khelaifi para financiar a casa.
Em abril de 2014, a Fifa entrou em acordo com Al-Khelaifi e assinou contrato com a beIN Media pelos direitos de transmissão das Copas de 2026 e 2030 para a parte norte da África e Oriente Médio.
No processo, os magistrados registraram o episódio como ‘propina’, mas a nível penal o Tribunal da Suíça, os dirigentes não podiam ser condenados por corrupção privada, já que a entidade máxima do futebol retirou a queixa em janeiro de 2020, após um acordo com o presidente do PSG.
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Diferentemente do primeiro julgamento, em que os dirigentes foram absolvidos, a promotora federal Cristina Castellote pediu o cumprimento das prisões dos envolvidos. Agora, a Justiça da Suíça faz a acusação de ‘gestão desleal’, que precisa provar que o acordo entre os dirigentes prejudicou a Fifa.