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CRB tem retrospecto negativo fora de casa

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JOÃO JOSÉ A julgar pelo retrospecto fora de casa neste Brasileiro da Série B, não será terça-feira, contra o Santa Cruz, no Recife, que o CRB sairá da zona do rebaixamento. Na competição, o time alvirrubro não venceu uma só partida em domínios adversários nas seis vezes que foi visitante. O que mais conseguiu foram dois empates, diante do Marília (0x0) e contra o Paulista (3x3). Nos outros quatro confrontos, só derrotas: 4x1 Fortaleza, 2x0 Vila Nova, 2x0 Náutico e 3x1 Bahia. Assim sendo, precisando vencer para se afastar da zona de risco, o CRB terá de quebrar esse tabu. Aliás, ganhar de adversários pernambucanos sempre foi uma tarefa complicada para os clubes de Alagoas. E agora mais difícil ainda pela atual circunstância de brigar desesperadamente pela vitória diante de um rival também precisando ganhar. Incompetência Chegando a essa dramática e preocupante situação, que só agora acontece desde que iniciou sua participação no Brasileiro da Série B, o CRB só pode reclamar de sua própria equipe. Anulando alguns erros de arbitragem, como no último jogo diante do Caxias, o Galo poderia estar hoje numa situação confortável se tivesse feito o ?dever de casa?, isto é, atropelando seus adversários no Rei Pelé. Foram quatro empates em casa - Ituano, Remo, Portuguesa e Caxias -, representando a perda de oito pontos. Está provado que quem tem competência vence seus jogos em casa e garante, no mínimo, a permanência na competição. O CRB precisa, portanto, acordar para a realidade, ou seja, buscar pontos fora de casa, desafiando tabus, encarando os adversários com personalidade, principalmente, acreditando que tem potencial para reverter a sua situação no Brasileiro. Com 12 pontos em 12 jogos, a campanha alvirrubra chega perto do ridículo, levando-se em consideração as memoráveis participações em anos anteriores. Evitar equívocos Cabe também ao comando técnico evitar equívocos na escalação da equipe. O acerto de uma formação adequada para determinado jogo, contribui para o sucesso, mas ao contrário só levará o time ainda mais para o abismo. A diretoria, por sua vez, tem tido à frente só três homens - Gustavo Feijó, Eduardo Toledo e Rafael Torres -, com liderança do primeiro, e aparentemente está isenta de culpa pelo esforço que tem feito para trazer reforços desejados pelo técnico e pagar salários em dia, mas precisa cobrar mais da comissão técnica e do próprio grupo. De agora por diante, a ousadia deve ser a palavra chave para o CRB atingir seus objetivos, seja lá onde for o jogo. Terça-feira, o time deve ter dois goleadores - Roberto Santos e o estreante Cristiano, - e ainda tem as opções de Wagner Wesley, Jaílson e Fumaça. Os desfalques são o volante Ânderson e o zagueiro Jorginho Baiano. João Lima e Bruno são os prováveis substitutos.

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