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Parreira n�o acredita em abalo psicol�gico

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São Paulo - Carlos Alberto Parreira aposta no retrospecto em clubes de seus convocados para comprovar a maturidade da atual seleção e assim afastar a possibilidade de a derrota para o Paraguai sub-23 provocar qualquer abalo psicológico no grupo. ?Não acho que vai haver abalo psicológico nenhum?, apostou o treinador, que chamou para a Copa América um grupo cheio de reservas do time ?A?, que joga as eliminatórias para a Copa do Mundo, além de alguns estreantes, como Gustavo Nery e Vágner Love. Nas quartas-de-final, domingo, o adversário brasileiro será o México, que levou ao Peru sua equipe principal. O resultado foi o primeiro lugar no grupo B, à frente dos campeões mundiais Argentina e Uruguai. ?Apesar de ser um jogo de responsabilidade, temos que olhar para os jogadores e ver o retrospecto em seus clubes. Todos jogaram decisões em grandes clubes do futebol brasileiro e mundial?, enfatizou Parreira. Além de impor ao Brasil ?B? o segundo lugar do grupo C e conseqüentes problemas de logística (a delegação terá viagem de 2.000 quilômetros de Arequipa a Piura), a derrota para os paraguaios deve atenuar a descontração que tomou conta da seleção nos últimos dias. Classificado para as quartas desde domingo, quando goleou a Costa Rica por 4 a 1, a seleção aproveitou para relaxar e pôr fim ao ambiente de desconfiança que reinava quanto ao rendimento do time. O próprio Parreira, habitualmente reservado, jogou tênis de mesa com os jornalistas e ficou, ao lado do coordenador-técnico Zagallo, à disposição dos fotógrafos para ser clicado junto de lhamas e cágados que habitam o jardim do hotel Libertador, local da concentração em Arequipa. Alex Carlos Alberto Parreira abriu mão na quarta-feira do seu principal articulador ofensivo para seguir com seu projeto para a Copa América: observar jogadores que possam servir ao grupo que disputa as eliminatórias para a Copa do Mundo de 2006, na Alemanha. ?Mudei porque era um jogo de preparação. Tinha que observar o Felipe, que joga de ?1?, por isso só pode entrar no lugar do Alex?, explicou Parreira. O novo contratado do Fenerbahçe, da Turquia, sequer foi relacionado para enfrentar o Paraguai - o Brasil saiu de campo derrotado por 2 a 1 e perdeu a primeira posição do grupo C da disputa continental. Dos cinco primeiros gols brasileiros na Copa América, quatro saíram dos pés de Alex. Além do meia, Mancini e Juan também não atuaram contra os paraguaios. Deram lugar a Maicon e Cris, respectivamente. Apesar de a próxima partida, domingo, contra o México, já ser eliminatória, o treinador deu a entender que seguirá a mexer no time. ?Tenho que prosseguir com o trabalho de observação. Ainda não vi o Júlio Baptista?, disse Parreira. O resultado definiu Tacna, a 368 km de Arequipa, como casa do Paraguai nas quartas-de-final - o time guarani acabou a primeira fase como primeiro do grupo C. Ao Brasil, resta a viagem a Piura, que fica a quase 2000 km da atual base. ?Evidente que interessava continuar por aqui, nossa logística estava voltada para isso?, admitiu Parreira. ?Mas a motivação tem que ser mantida. Afinal, estamos nas quartas-de-final?, completou.

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