loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Esportes

Esportes

Brasil relembra conquista do tetra

Ouvir
Compartilhar

São Paulo - O mundo parou no dia 17 de julho de 1994. No Estádio Rose Bowl, em Los Angeles, Estados Unidos, as seleções de Brasil e Itália protagonizaram o maior choque da história. Em campo, dois tricampeões. E, pela primeira vez, a final da Copa do Mundo foi decidida nos pênaltis. Sorte dos brasileiros que Roberto Baggio vestia a camisa azul. Maior craque da Squadra Azurra, o camisa 10 olhou para Taffarel, correu e... chutou para fora. Fora? Sim! Depois de 24 anos, a equipe mais brilhante do planeta voltava a conquistar o título mais importante do futebol. Foi nos pênaltis? E daí. A angústia havia terminado. Após os tropeços em 1974 (Alemanha), 1978 (Argentina), a decepção em 1982 (Espanha), a falta de sorte em 1986 (México) e o fracasso em 1990 (Itália), o Brasil merecia. E Ayrton Senna também. O piloto, que por ironia do destino morrera meses antes, na Itália (Ímola), perseguia o tetracampeonato. Não à toa, foi homenageado pelos jogadores assim que o árbitro húngaro Sandor Puhl encerrou a decisão. Herói Além de Senna, Romário foi outro herói brasileiro imortalizado em 1994. O Baixinho, que garantiu a equipe no Mundial ao decidir contra o Uruguai, no último jogo das Eliminatórias, no ano anterior, foi ainda mais letal nos Estados Unidos. Perdeu por um tento a artilharia da Copa para Salenko (Rússia) e Stoichkov (Bulgária) - seis gols - mas brilhou em todas as partidas e foi eleito o craque da competição. Jorginho, Dunga e Branco, criticados duramente quatro anos antes, enfim alcançaram a redenção. ?Foi uma realização pessoal. Estava disputando a minha terceira Copa e não vencer nenhuma seria uma decepção muito grande?, afirmou o ex-lateral Branco, que marcou um golaço contra a Holanda (3 x 2) e acertou a cobrança na disputa de pênalti contra a Itália. ?Sofremos uma grande pressão e sabíamos da responsabilidade. Porém, tínhamos certeza que o Brasil seria campeão. Enfrentamos todas as dificuldades e aquilo nos fortaleceu?, contou Jorginho. ?Nunca foi tão fácil ganhar a Copa. Afirmo isso porque jamais fomos pressionados pelos adversários durante a competição. Tanto que o Taffarel não foi eleito o herói em nenhuma partida. Contra os Estados Unidos (oitavas-de-final), jogamos com um a menos (Leonardo foi expulso no 1º tempo) e mesmo assim não foi sufoco. O gol demorou a sair, só isso. Contra a Holanda estava tranqüilo até eles empatarem e a final foi uma partida de xadrez. Aquele que mexesse errado perderia o título?, lembra o técnico Carlos Alberto Parreira.

Relacionadas